Olá! Este é um espaço virtual focado na Alimentação de Crianças, onde encontrará excelentes conselhos de Nutrição Infantil e também de Segurança Alimentar a seguir em casa... Fique por perto!

Terça-feira, 31 de Janeiro de 2012

Receita para o Bebé - Sopa de Penca

Aqui vos deixo mais uma receita, desta vez de Sopa, e a pensar na importância do convívio familiar para promover, mais rapidamente, a adaptação da criança à dieta familiar. É pois altura, por volta dos 12 meses, de optimizar a dieta de todos... A sopa é um alimento importantíssimo e deve ser oferecida em quantidade média para assegurar o consumo do 2º prato e da fruta, fundamental ao almoço e jantar.

Para confecionar pelo método convencional, siga a sequência da receita, é fácil!

Dica: para as crianças mais resistentes, faça esta sopa com as folhas internas e mais clarinhas da couve, mais tenras e de sabor mais delicado.

Sopa de Couve Penca

Ingredientes - 6 Pessoas

1 litro de água
350 gr de batata
200 gr de cenoura
50 gr de cebola
1 dente de alho
1 lata pequena de feijão branco
200 gr de couve penca
40 gr de azeite
Sal q.b.

Receitas

Deite água na Mycook até à marca de litro existente no interior do Jarro. Deixe ferver, 10 minutos, 120 ºC, velocidade 1. Se pretende juntar sal, faça-o neste momento*. Entretanto, prepare os legumes: lave-os, descasque-os e corte-os em pedaços. À parte, reserve a penca cortada. Reserve o feijão.
Quando a água ferver, abra a Mycook e introduza os legumes no jarro e a penca no tabuleiro a vapor. Feche com a tampa e programe 20 minutos, a 120 ºC, na velocidade 3.
Passado este tempo, retire o tabuleiro de vapor, coloque a tampa e junte o azeite. Triture 15 segundos, velocidade 5, para homogeneizar. Ajuste a textura, se necessário, acrescentando um pouco mais de água e envolvendo alguns segundos, carregando rapidamente na função turbo. Acrescente então o feijão branco e a penca cozida. Envolva durante 20 segundos na velocidade 2.

Sirva. Se as crianças preferem a sopa passada, retire primeiro as porções para os adultos e depois feche a Mycook, e triture na velocidade 5, durante 20 segundos.

* Esta receita é adequada para oferecer a crianças a partir dos 12 meses. Preferencialmente, o sal só deve fazer parte da dieta infantil a partir dos 18 meses.

E como costumo dizer…Espero ter ajudado :-)

Qual a receita que gostaria de ver aqui publicada? Deixe o seu comentário e sugestões!


Dra. Solange Burri
Consultora em Alimentação em Escolas e Infantários
(Mestre na área da Nutrição Infantil)


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Quarta-feira, 25 de Janeiro de 2012

As diabruras alimentares dos 3 anos


Se nos primeiros meses de vida a rotina do Bebé requer bastante atenção, e responsabilidade por parte dos Pais, sobretudo no que diz respeito aos cuidados alimentares, a verdade é que essa azáfama, dificuldades e dúvidas inerentes, não diminuem com o passar do tempo nem com a experiência que entretanto se vai adquirindo.

Na verdade, à medida que a criança se desenvolve, e aprofunda as suas capacidades psicomotoras, assim também se delinea a sua personalidade e compreende também o papel que possui no seio familiar e de que modo pode interagir, tirando para si o melhor benefício, com todas as pessoas importantes na sua vida.

Por volta dos 3 anos, a criança já deverá ter compreendido diversos sabores dos alimentos e distinguido aqueles que mais aprecia. Se cruzarmos esta ideia com a sua fácil capacidade de comunicação, com a sua autonomia própria em alimentar-se e com o poder afectivo com que lida com os Pais, e Avós, então deparamo-nos com um problema: o bebé, agora mais crescido, e já uma esperta criança, poderá tornar-se no diabrete mais terrível das redondezas...
Parece-me pois pertinente deixar hoje às Famílias, uma resenha dos principais cuidados que devem seguir para o padrão alimentar instituído em casa para que se proteja, acima de tudo, o bem-estar familiar e a harmonia do lar. Tome nota:

- Qualidade no acto de cozinhar: tenha a preocupação de ser dinâmica, prática e muito rápida nas refeições que confeciona em casa, procurando encontrar algum prazer nesta actividade e procurando diversificar tanto quanto possível a oferta alimentar. Deste modo, não só permite uma maior variedade na dieta infantil como não permite o enraizamento de hábitos menos correctos e que quase sempre comprometem uma alimentação equilibrada;

- Dê asas à imaginação! Quando a criança nega um tipo de alimento, não desespere mas faça-lhe a vontade, assegurando contudo que a refeição não fica empobrecida. Complemente pois com outro alimento. Por ex.. se numa refeição a criança não gosta de batata cozida, garanta que come o peixe (ou carne) e legumes que goste. Mas, numa das próximas refeições seguintes, ofereça-lhe puré de batata para que o sabor desprezado não se implemente. Se mesmo assim rejeitar, experimente fazer, por exemplo, bolinhas de puré passadas com pão ralado e fritas. Curiosamente as crianças não são adeptas do puré, mas se aliar um molho enriquecido de almondegas, por exemplo, a ideia é destronada...Haja imaginação;

- Nada de desesperos! A partir dos 3 anos, a criança compreende que pode manipular, em seu benefício, as pessoas que zelam por si, fazendo birras, arrastando a refeição, sujar tudo, etc. Não se enerve e tente nunca demonstrar este efeito psicológico de que está a ser alvo pois é exactamente isso que o diabrete procura e este efeito ação-resultado irá ficar ainda mais forte. Relativize, informando a criança que esse comportamento a entristece e que terá que sair da beira dela se a atitude permanecer. Por outro lado, utilize o reforço positivo. Saúde, brinde, conte ao telefone quando a criança faz progressos positivos, deixando todos mais satisfeitos e relaxados;

- Apostar no convívio familiar: é fundamental que, nestas idades, em que o seu comportamento pode assumir precocemente desvios psicológicos, e do foro alimentar, que dê atenção equilibrada à criança. A ideia de comerem juntos à mesa, pode à primeira vista, ser um hábito esquecido mas representa, sobretudo, aprender a respeitar a alimentação e a compreender que, além de um acto vital, é também uma forma de prazer e de encontro entre as pessoas que mais apreciamos;

- Evite a rigidez: se é preciso instituir regras, também é preciso destituí-las um dia, o "dia sem regras". Afinal, somos todos humanos e precisamos de folga nas nossas rotinas para podermos efetivamente valorizá-las. Crie regras de higiene, comportamento e qualidade alimentar em todas as refeições para que a rotina, que tanto apreciam e pela qual se regem, predomine. Esta será a referência deles, sempre! Importante pois ser consistente no dia-a-dia. Mas deixe-os consumir, uma vez por outra, dos restantes alimentos menos saudáveis, focando porque não lhes dá mais vezes: fazem sede, fome volta depressa, crescem borbulhas, pode aparecer diarreia, etc. Tire partido dos "sintomas" que surgem nos momentos seguintes e explique-lhes isso. Faça o mesmo com os alimentos saudáveis, como o leite e o pão;

- Alimentos proibidos sob vigilância: nunca ofereça um alimento proibido à criança em troca de uma refeição, ou alimento saudável. Negoceie antes. Sem chantagem, do género, "se comeres isto podes comer aquilo". Esta associação direta não deve ser percebida pois enraiza o comportamento que leva à birra. Faça antes: "só quando comeres tudo é que a tua barriguinha poderá receber o que desejas, para que não te faça mal. percebes?"

- O exemplo familiar: é fundamental o seguimento desta regra. Não me canso de a citar. Com que moral ensinamos os nossos filhos a comer fruta, se nós próprios não lhe atribuímos o devido valor e, inconscientemente por causa disso, não apostamos na sua qualidade, variedade, e frequência da oferta? Ou, no caso do pequeno-almoço, simplesmente corremos de um lado para o outro, com pressa para sair e esperamos que o diabrete coma tudo, sozinho (!) e sob pressão? Quando nós até preferimos abdicar dessa importante refeição, principalmente, porque não queremos comer...sob pressão?? Pense nisso.

É pois uma boa altura para, todos, reformularmos o padrão alimentar que estamos a seguir em casa, e que tipo de conduta poderemos, inconscientemente, estar a induzir também. Aos Pais com crianças mais jovens, fica também aqui um conselho: quanto mais cedo a criança for ensinada a valorizar a alimentação, sob todos os aspectos, mais cedo e mais fácil será para convencer as crianças e fazer delas adultos saudáveis e responsáveis. Pensemos nisso!

E como costumo dizer…Espero ter ajudado :-)

Com vista à promoção de uma Alimentação Saudável na Famílias, este artigo tem autorização da autora para ser publicado em sites de Escolas, Creches e Infantários. Apenas se solicita que não altere o seu conteúdo e a sua origem/autoria seja preservada.

Os seus comentários são sempre benvindos. Se tem um diabrete lá em casa, conte-nos o seu caso. O que está a correr mal? Onde acha que pode estar a falhar?

Dra. Solange Burri
Consultora em Alimentação em Escolas e Infantários
(Mestre na área da Nutrição Infantil)


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Parceria MyCook - Rubrica Solange Burri

Recentemente fui convidada para fazer parte da Equipa MyCook promovendo alimentação saudável, através da concepção de receitas, adequadas a mulheres grávidas, aos Bébés, aos consumidores alérgicos, à Família e também para Festas onde participem crianças.

A Rubrica Solange Burri é um espaço on-line, de frequência semanal, onde serão apresentadas receitas atrativas para toda a Família. Aguardamos pela vossa participação e sugestões.

Esta semana:

Bola de Bacalhau à Portuguesa

Ingredientes - 12 Pessoas

RECHEIO
100 gr de azeite
130 gr de cebola
2 dentes de alho
2 boas postas de bacalhau demolhado (cerca de 400 gr)
100 gr de azeitonas pretas sem caroço
1 punhado de salsa picada
Sal refinado e noz-moscada para temperar

MASSA
1 colher (café) rasa de sal refinado
1 colher (sopa) de fermento em pó
530 gr de farinha de trigo
8 ovos
220 gr de óleo
440 gr de leite à temperatura ambiente
1 ovo batido

Receitas

RECHEIO

Depois do bacalhau demolhado, corte-o as postas em pedaços médios. Rejeite a pele e espinhas e reserve. No jarro, coloque o azeite, a cebola e o alho e refogue 5 minuto, 120 ºC, velocidade 1. Junte o bacalhau. Deixe cozinhar cerca de 10 minutos, 100 ºC, velocidade 1. Desfie o bacalhau 10 segundos, velocidade 5. Acrescente as azeitonas e a salsa recém-picada. Envolva apenas carregando na velocidade 1. Ajuste o tempero de sal e noz-moscada. Deixe arrefecer um pouco e reserve.

MASSA

Ligue o forno a 180 ºC. Unte um tabuleiro com manteiga e polvilhe com farinha, reserve. Misture a farinha com o fermento e o sal, à parte. Peneire e reserve.

No jarro, misture os ovos e o óleo, 2 minutos, velocidade 5. Pela abertura superior do jarro incorpore, alternadamente, o leite e a mistura de farinha/fermento/sal peneirada. Mantenha durante 5 minutos, na velocidade 5.

Transfira metade da massa para o tabuleiro já preparado. Espalhe o recheio de bacalhau e cubra com a restante massa. Pincele a superfície da bola com o ovo batido. Leve ao forno pré-aquecido durante cerca de 40 minutos. Verifique se está cozida com um palito que deverá sair seco.

Sirva morna ou fria, cortada em quadrados.

Atenção: receita não-indicada para consumidores alérgicos a leite e ovo ou intolerantes a lactose ou glúten.


E como costumo dizer…Fiquem por perto :-)

Os seus comentários são sempre benvindos. É a sua reflexão que permite melhorar a intervenção BabySOL... fique por perto!

Dra. Solange Burri
Consultora em Alimentação em Escolas e Infantários
(Mestre na área da Nutrição Infantil)


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Sexta-feira, 9 de Dezembro de 2011

Crianças com fome, insatisfeitas...o que se passa?





No meu dia-a-dia, e porque gosto do que faço, não consigo ficar indiferente a algumas situações (alimentares) com que me deparo...uma delas, e que me sensibiliza particularmente, é a infeliz evidência de crianças sempre com fome, digo desconsoladas, insatisfeitas!


Por isso, e porque desejo a médio prazo amadurecer BabySol para beneficiar as faixas etárias mais críticas venho hoje partilhar com vocês este ponto de vista. De mãe. Nem mais.



Na minha opinião, presenciar crianças insatisfeitas é mais evidente após os 2 anos de idade, quando a criança já se torna mais selectiva, pretendendo afirmar-se também no seio familiar. E coloca a família num estado vulnerável capaz de desprezar todo o cuidado alimentar até então implementado! Por isso, evidenciam-se as birras alimentares, os pais renunciam aos horários e evitam a tormenta da refeição completa que a criança precisa. Mesmo! Porque está a crescer!



Verifico no quotidiano de algumas famílias, crianças que comem a toda a hora. Outras entram na casa de terceiros desejosas de deitar a mão ao primeiro alimento que encontram. Não digo nada, claro, mas fico preocupada. E sinto-me também culpabilizada por não tentar sensibilizar os pais que são responsáveis pela alimentação dessas crianças...



O assunto é delicado, e merece a máxima consideração, sobretudo quando vivemos numa época em que passámos muito tempo fora de casa, existe uma desajustada oferta alimentar, indisciplina para fazer refeições completas e para cumprir os seus difíceis horários... numa tentativa de cumprir escrupulosas obrigações profissionais...que nos levam onde???


O que pode ser feito?


Deixo pois aqui alguns pontos de reflexão esperando que , nas vossas atentas leituras, interiorizem estes mandamentos da alimentação, para seguir já a partir de hoje...tomem nota:




1 - Cumprir horários para fazer as refeições. Todas as refeições. E de todos os membros da família: pequeno-almoço, meio da manhã, almoço, lanche, eventual 2º lanche e jantar.



2 - Não comer a meio das refeições. Criar disciplina no organismo. Iniciar uma digestão antes de outra, iniciada à pouco tempo e ainda não concluída, não é saudável e desregula o organismo. Acredito que esta situação possa contribuir também a longo prazo, para os casos de diabetes em resultado do "cansaço" do pâncreas, sempre a ser estimulado;




3 - Diminuir, sempre que possível alimentos ricos em açucar e gordura, de excelente "palatibilidade", o correntemente "sabe bem", ricos em calorias e que oferecem um prazer imediato mas que não promovem a saciedade do organismo;



4 - Fundamental enriquecer a refeição, em todos, e em especial nas crianças, com a sopa no início da refeição, veículo de água, fibra, vitaminas e sais minerais que irão favorecer o início da digestão e reduzir a ingestão de outros alimentos mais calóricos, no 2º prato;



5 - Diminuir a ingestão de líquidos, mesmo de água, durante as refeições, que dilatam o estômago e provocam uma falsa sensação de saciedade, impedindo a ingestão de mais alimentos. Não tardarão uns 30 minutos para se sentir fome...ainda! Por isso, os líquidos devem ser ingeridos até 30 minutos antes das refeições e cerca de 2 horas depois, com generosidade. Os refrigerantes e sumos são bebidas totalmente desaconselhadas se demasiado açucaradas;



6 - Aumentar também a ingestão da proteína animal (peixe, carne, ovo) ou vegetal (leguminosas) e privilegiar o consumo de hidratos de carbono (arroz, batata, massa), estes nutrientes sim, os responsáveis por dar a saudável energia que o organismo requer. Claro está que "o que é demais é moléstia", e as proteínas gozam actualmente de má fama, principalmente na comunidade portuguesa, que adora comer bife com ovo, peixe com ovo... Proteínas sim, do tamanho da palma da mão e apenas uma fonte de proteína animal por refeição;



7 - Reduzir o consumo de alimentos muito ricos em sal que promovem o consumo de bebidas açucaradas, após a refeição, e contribuem não só para terríveis índices diários de ingestão de açucar como impossibilitam a adequada ingestão dos alimentos, realmente importantes!


8 - E o fundamental: que as refeições sejam momentos de convívio, de confraternização. Para que o ambiente vivido propicie a aplicação de todas as restantes leis...


Portanto, a ideia principal que gostaria de transmitir é a necessidade absoluta de prolongar os saudáveis hábitos alimentares implementados hoje, não só enquanto os filhotes são pequenos, mas para sempre, e para todos, combinado?



E agora eu pergunto...quem me oferece sugestões para abordar os pais destas crianças?





Solange Burri
Consultora em Alimentação Infantil








Com vista à promoção de uma Alimentação Saudável na Famílias, este artigo tem autorização da autora para ser publicado em sites de Escolas, Creches e Infantários. Apenas se solicita que não altere o seu conteúdo e a sua origem/autoria seja preservada.

Leia também:




Fast food e as Crianças
A alimentação infantil do sec. XXI



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Segunda-feira, 28 de Novembro de 2011

O seu filho está...gordinho?

Somos bombardeados, atualmente, com diversa e insistente informação sobre os cuidados que devemos ter na Alimentação, sobretudo pela constatação que aquilo que comemos no nosso dia-a-dia promove o nosso bem-estar hoje mas sobretudo porque prolonga a qualidade da saúde que teremos no decurso da nossa vida.

Este benefício é tanto mais importante quanto mais novo for o indivíduo pelo que, as crianças merecem cuidados particulares, até porque representam um segmento populacional de risco, e onde as necessidades nutricionais e energéticas são bastantes específicas e exigentes. Além disso, está hoje provado cientificamente que é nos primeiros anos de vida que é moldada a conduta alimentar da criança, nessa fase da vida bastante focada na família e quando ainda possui menor autonomia.

Este processo de aprendizagem alimentar é determinante não só para possibilitar o seu perfeito desenvolvimento, a nível físico, inteletual e cognitivo, limando-se também a relação que estabelecerá com os alimentos, mas efetivamente também garantirá a extensão de saúde que adquirirá na manutenção do estado do seu organismo.
Numa época de marketing alimentar tão agressivo, e disponibilidade alimentar tão abundante (e a preços tão atrtivos), como acontece nos Países Europeus, é fácil perceber porque Portugal apresenta uma das taxas mais elevadas de obesidade infantil e pior, em faixas etárias muito precoces, nomeadamente a partir dos 6 anos de idade da criança.

Quando precocemente, o excesso de peso se instala no organismo infantil, mais cedo são detetados problemas cardiovasculares, respiratórios, osseos, diabetes, hipertensão, de mobilidade e não menos importante, de integração social e satisfação pessoal. Portanto, o que aparentemente há uns anos o povo se regozijava dizendo "gordura é formosura", hoje avalia-se a seriedade de acompanhar a criança gordinha, e até bem-disposta...para depressa estabilizar o seu peso e impedir que, quando a vida adulta chegar, e o normal ritmo de vida com um metabolismo basal mais brando, não seja pois agravado a sua condição de saúde.

Mas, para isso acontecer, os Pais, terão que reconhecer que a criança está em perigo quando, ainda muito pequena, já apresenta excesso de peso e que, certamente, lhe dará um aspeto simpático e bem-disposto face até à graça que lhe acham e porque não, também à satisfação dos seus caprichos alimentares. No trabalho de consultoria que desenvolvo nas Escolas e Jardins de Infância denoto uma relutância extrema da Família para reconhecer que o excesso de peso nas suas crianças é alarmante. Ainda...Sobretudo, porque não existe evidência de que a criança está com problemas de saúde ou a caminhar para essa condição. Além disso, e apresentando visivelmente boa disposição, é difícil motivar os pais para a necessidade de alterarem o padrão alimentar que se pratica na dieta diária daquela criança.
E se pensarmos que, surpreendentemente, as crianças hoje em dia realizam menos atividade física, porque estão menos expostas ao ambiente que as rodeia, como ir a pé para a escola com os Pais, brincar no recreio quando não há aulas, ocupar os tempos livros com jogos tradicionais, e ainda se preenchem ludicamente com a televisão, o computador e jogos interactivos, então Profissionais de Saúde e Educação, têm de intervir depressa.

Por um lado, os professores e educadores devem estar atentos para as crianças com excesso de peso que têm em sala, e reunir fundamentos e argumentação necessária para sensibilizar, e apoiar, os Pais, focando sempre que representam pessoas com comportamentos sociais, emocionais e culturais que não podem ser desvinculados do apoio diário, na alimentação infantil e porque não familiar, que devem instigar. Por outro lado, a Família - Pais, Avós, Tios, etc. - têm que perceber que há cuidados na alimentação que têm forçosamente que ser implementados, pelo bem da criança. Eis os mais urgentes:

1 - Oferecer a sopa no início do almoço e do jantar. Tornar pois este alimento atrativo e diverisficar;
2 - Oferecer fruta sempre no final da refeição. Para isso regrar quantidades de sopa e prato principal para que consiga consumir este alimento tão saudável no final;
3 - Impedir o consumo de refrigerantes e sumos. Em alternativa, beneficiar o consumo de água e de leite;
4 - Impedir que a criança "pique" entre refeições, e a fazê-lo, evitar a todo o custo, alimentos salgados e doces;
5 - Evitar alimentos processados demasiado ricos em açúcar e sal.

Aprender a dizer "não" à criança é a palavra de ordem da Família. Com sensatez, firmeza...e exemplo! E muitooooooooo miminho. Evitar ter alimentos pouco saudáveis à disposição da criança e enraizar uma relação saudável, e de respeito, que temos devemos ter com a alimentação. Além disso, para benefício de toda a Família, promover uma maior atividade física tão benéfica para todos, na era da tecnologia.

Aos Pais quero deixar ainda um forte apelo: amar os filhos, fazer tudo por eles, não pode ser deixá-los assumir a alimentação que desejam porque as crianças não têm noção das consequências que, por causa disso, sofrerão. Se o seu filho é gordinho, considere pedir ajuda profissional, ler mais sobre alimentação saudável e até melhorar o padrão alimentar de toda a Família.

Passar tempo de qualidade, e durante o maior período de tempo possível, é a recompensa. Vale pois a pena considerar...

E como costumo dizer…Espero ter ajudado :-)

Dra. Solange Burri
Consultora em Alimentação em Infantários e Escolas
Email: solange.burri@gmail.com






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Quarta-feira, 16 de Novembro de 2011

A Alimentação e as Crianças



Nos últimos anos o tema Alimentação tem sido fortemente badalado, alertando o consumidor de alguns cuidados que deve esforçar-se por cumprir, no seu quotidiano, mas sujeitos à indisponibilidade temporal, de excesso de trabalho e até de motivação. Estas medidas que, por vezes teimam em ser desvalorizadas são, nos piores casos, implementadas quando já é demasiado tarde…


Em consequência disso, os pais, cidadãos da vida em particular azáfama são, no seu meticuloso papel de educação dos filhos, por vezes, os primeiros a descurar a saúde das suas crianças, ao arrastarem para casa os hábitos alimentares incorrectos que não conseguem vencer. Cientistas de todo o mundo reportam que as principais causas da obesidade infantil, epidemia devastadora do século XXI, incidem essencialmente no consumo abusivo de bebidas açucaradas consumidas em resultado de uma alimentação excessivamente rica em sal, que a diminuta actividade física nas idades mais jovens prejudica e o marketing publicitário teima em promover. Sobretudo no contexto doméstico.
Então porque não tirar partido do cuidado alimentar com que deve privilegiar os seus filhos e, a pretexto, mudar também os seus? As regras são simples…
- Honrar o pequeno-almoço com lacticínios, fruta e cereais pouco refinados (pão de mistura e cereais integrais);
- Respeitar intervalos das refeições não superiores a 3h30, mesmo que não tenha fome, consuma um iogurte ou uma peça de fruta;
- Abandonar o consumo de refrigerantes e outras bebidas com açúcar adicionado na sua composição;
- Salvar a reputação da sopa, elaborando simpáticas e simples composições de legumes;
- Colorir a alimentação: incorpore sempre, disfarçados ou não, legumes e fruta na comida…é bom e sabe bem, se feito com parcimónia.
- Respeitar o convívio familiar que as refeições socialmente devem destacar: a hora das refeições deve ser uma hora feliz para rentabilizar o pouco tempo que lhe dedicámos. Sorria e… solte a criança que há em si!


- Promover o exercício físico em Equipa com as crianças...todos dormirão bem depois!
- Manter-se sempre actualizado, recorrendo a fontes de informação credíveis que os profissionais de Saúde Alimentar promovem. Acompanhe um sítio on line, leia uma revista, reflicta sobre as notícias…
Melhore, cada dia, o seu conceito sobre Alimentação Saudável!



É possível, económico e ... sabe bem!






Solange Burri
Consultora em Alimentação Infantil





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Leia também:
Como convencer as crianças a comer legumes?
Crianças insatisfeitas, com fome, o que se passa?Alimentação júnior: a fruta na merenda escolar
Dieta familiar: a transição do Bebé
A alimentação infantil do sec. XXI
Fast-food e as Crianças


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Domingo, 13 de Novembro de 2011

Etapas de Sucesso na Alimentação Infantil




Deixo hoje este artigo que considero pertinente para assegurar o sucesso da diversificação alimentar infantil já que se constata frequentemente que há crianças que começam muito tarde a adaptação à dieta familiar:




1 - A mamã, ou pessoa a cargo das refeições do bebé, deve ser bastante dinâmica e variar sempre as formas de apresentação dos alimentos até conquistar o Bebé. Sugiro que, por exemplo, se o Bebé não gosta de peixe assado, experimente alguns dias depois dar-lhe purezinho de peixe camuflado com legumes, ou um souflée de peixe;



2 - Importante também compreender que, o facto de o Bebé rejeitar hoje um alimento não quer dizer que a mamã o deva eliminar da dieta. Pelo contrário! O Bebé está, dia a dia, a evoluir o seu paladar, pelo que a apetência ao alimento rejeitado deve sempre ser estimulada, trabalhando como já disse, no ponto 1, também a forma como é apresentada;



3 - Muito importante também, é ter em conta que o Bebé tem dificuldades habituais em deglutir. Por isso, a mamã deve ajudar, e acrescentar mesmo algum molho, na hora de triturar ou migar. Razão pela qual, as receitas sugeridas nos menús são, no geral, muito cremosas e à base de refogados leves, realizados com azeite ou creme bechamel;



4 - Outro aspecto, imensamente importante, é não só o efeito saudável que o azeite tem no intestino no Bebé pelo que, em quantidade reduzida, deve fazer parte da rotina diária do bebé. Outro aspecto essencial é conhecer que grande parte das vitaminas que os legumes aportam, são fixados na gordura dos alimentos e portanto só acrescentando gordura na comida do Bebé, ao passar com a varinha mágica, é que estaremos a olhar pela saúde deles.



5 - Por último, gostaria de chamar também a atenção para a necessidade de oferecer sempre fruta crua à refeição, o que permite a absorção do ferro, tão importante para fortalecer o sistema imunitário. Portanto, dentro das variedades que o pediatra autorizou, estimule sempre o seu consumo, preferencialmente crua, e trabalhe com combinações para convencer o filhote.






Dra. Solange Burri
Consultora em Alimentação




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Sábado, 12 de Novembro de 2011

Receitas para o Bebé: Sopa de Alface



O alface é um legume de fácil digestão e por conseguinte aconselhado deste a introdução da primeira sopa...tem ainda a (enorme...!) vantagem de acalmar a criança pois tem efeito sedativo e portanto é ideal para dar à noite ;-)

SOPA DE ALFACE

(a partir 5 meses)


100g de abóbora; 200g de batata; 3 folhas de alface; 1 colher (café) azeite por prato.



Ferva um pouco de água.
Entretanto descasque os legumes, lavando-os de seguida. Corte em pedaços médios e coza-os durante 10 minutos, em lume brando e sempre tapado. Adicione então a alface, preservando os talos, e deixe cozer mais 5 minutos.
Passe tudo com a varinha mágica e deite no prato do bébé com o azeite.


BOM APETITE, Bebé!






Se pretende adquirir os Menús BabySOL, com planos alimentares, receitas e dicas para toda a semana, nas idades 4/6 meses, 6/8 meses, 8/12 meses ou a partir dos 12meses, para toda a Família, contate-nos!






Consultora em Alimentação







Leia também estes artigos:



Sopa do Bebé com batata...sempre?
Sopa do Bebé...quando mudar as texturas?
Micro-ondas: Como cozer legumes a vapor?

Panela de Pressão: Como fazer a sopinha do Bebé?
ALERTA: Re-aquecer a sopa do bebé?
Armazenar a sopa no frigorífico...



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Segunda-feira, 24 de Outubro de 2011

O seu filho come devidamente ao almoço? - Qualidade nos Infantários





É com apreensão que sigo a alimentação que é dada na creche ao meu filho de 2 anos, porque penso que refeições como rojões, salsichas com ovos mexidos e batatas fritas, tal como bacalhau com natas não poderão nunca fazer parte de um plano alimentar saudável. Gostaria de saber a sua opinião. (Mãe L., filho 2 anos).



Constata-se efectivamente que em muitos Infantários a qualidade da alimentação tem vindo a ser comprometida pois representa uma das principais despesas que estas Instituições suportam e que interessa ajustar para diminuir custos.
A qualidade da alimentação e da sua confecção, bem como a quantidade oferecida, representam pontos críticos na gestão alimentar ao qual tenho assistido frequentemente no trabalho de Consultoria que desenvolvo nos Infantários e que os Pais, e outros Encarregados de Educação, nem sempre percepcionam, vigiam nem pressionam melhorias. Além disso, um dos aspectos mais comprometedor nesta situação é que vence a falta de controlo dos fornecedores de géneros alimentícios, resultando por vezes no abastecimento de alimentos pouco frescos e num consequente perda de alimentos perecíveis, resultando em gastos desnecessários que os Infantários e Jardins de Infância poderia, e deveriam, assegurar com maior rigidez dado que respondem pela qualidade final de alimentos por vezes deficientemente entregues e/ou armazenados. A sobrecarga de tarefas, no pessoal auxiliar, promove também um descuido na organização de armazéns e dispensas, induzindo a utilização desordenada dos produtos alimentares e até por vezes sob condições ambientais desadequadas.
É claro que o prejuízo desta situação resulta numa deficiente alimentação infantil e que está intimamente relacionado com o estado de saúde, por vezes débil, que se encontra nas crianças que frequentam as entidades de apoio pedagógico. E que, nem sempre, se promove se se considerar uma alimentação mais cuidada, rentabilizando assim os recursos humanos e financeiros, com maior qualidade no serviço prestado e satisfação do cliente.
Pessoalmente não favoreço a oferta de salsichas e outros alimentos processados industrialmente no prato infantil, sobretudo pela sua pobreza nutricional. No que diz respeito à carne de porco, bacalhau com natas, batatas fritas, etc. penso que se tratam de variações gastronómicas onde o consumo de gordura deveria ser minimizado e cujos processos de confecção deveriam prever. O que lamentavelmente nem sempre acontece, também pela possível falta de formação do corpo auxiliar que elabora as refeições... e que fere não só a deficiente especificidade nutricional, destitui qualquer estratégia de educação alimentar e não contempla as crianças com eventuais casos de alergias...
Os Pais, os clientes das Instituições de carácter pedagógico têm que estar mais atentos à qualidade nas Creches, e reclamar sempre que denotarem uma situação que os desagrada. Na minha opinião, a forma como esta reclamação é efectuada é que a torna mais ou menos efectiva. Recomendo pois que informalmente conversem com a responsável superior - Educadora de Infância - mas ultimando, de facto, essa reclamação por escrito para que efectivamente possa surtir efeito e pressionar a Instituição à melhoria dos serviços prestados.


As Creches, e outras entidades pedagógicas, devem procurar apoio externo, em consultoria out-sourcing que personalize os recursos existentes, optimizando a qualidade dos serviços e, preferencialmente, com custos mais baixos e accionados em pequenos períodos de tempo.

Reclame, é a única forma de melhorar os serviços, em Portugal. Faça-o com educação e diplomacia, mas seja firme nos seus direitos enquanto consumidora.

E como costumo dizer… Espero ter ajudado :-)

Solange Burri
Consultora em Segurança Alimentar em Creches, Jardins de Infância e Escolas















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Terça-feira, 11 de Outubro de 2011

As bagas de Goji são adequadas para crianças?



A minha filha vai fazer 4 anos em Dezembro de 2011, e as suas dicas têm-me ajudado e aproveito algumas receitas que disponibiliza. Uma duvida que tenho é sobre o fruto bagas de Goji , pois sou consumidora assidua, mas tenho receio que seja cedo para introduzir na alimentação da minha filha. Este fruto é um optimo antioxidante, além de ter muitas outras vantagens. Para as crianças li que ajuda no desenvolvimento da hormona do crescimento.
Neste caso concreto, gostaria que me ajudasse para saber se poderei adicionar à alimentação da minha filha. (Mãe C., filha 4 anos)

De facto, as bagas de Goji representam um potencial ani-oxidante com enormes benefícios nutricionais para o organismo humano. Contudo, na minha opinião, acho que não devem fazer parte da alimentação de crianças de tão tenra idade - 4 anos.

O facto de ter um potencial nutricional considerável, este alimento, poderá facilmente apresentar desvantagens metabolicas no organismo infantil em desenvolvimento, impedindo por exemplo a eficaz absorção de vitaminas e minerais da sua alimentação. Por outro lado, pode, à semelhança do que acontece com os adultos, mas de um modo exacerbado, acelerar o metabolismo e poder potenciar episódios de hiperactividade reflectindo-se numa inquietude ou falta de concentração, ou até dificuldade em dormir.

Não compreendi se o seu intuito de oferecer estas bagas á criança tem um objectivo suplementar, ou seja, se pretende colmatar algum problema alimentar que a criança esteja a manifestarm eventualmente, falta de apetite. Ou se, por outro lado, pretende fortalecer o seu sistema imunitário para o Inverno. Nesse caso sugiro que ofereça um iogurte probiótico, todos os dias. A geleia real, de manhã, também pode ser uma boa opção. Aconselhe-se com o médico assistente da criança antes de oferecer à criança para que a ingestão destes produtos não mascare alguma causa patológica que possa estar na origem desta falta de apetite.

E como costumo dizer…Espero ter ajudado :-)



Solange Burri

Consultora em Alimentação Infantil




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