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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Glúten: Doença Celíaca no Bebé

Todos sabemos que os alimentos são indispensáveis à vida pois fornecem as substâncias necessárias para o normal crescimento e desenvolvimento e até para a manutenção da nossa actividade diária. No entanto, eles só podem ser utilizados pelo organismo após terem sido digeridos e absorvidos pelo tubo digestivo: a digestão e absorção são portanto funções fundamentais para a manutenção e bem estar do individuo.Há contudo algumas pessoas que não suportam determinados alimentos pois quando estes são ingeridos e entram em contacto com a mucosa do intestino, vão desencadear reacções mais ou menos violentas que provocam lesões e perturbam o seu normal funcionamento, nomeadamente no que diz respeito à digestão e absorção.
Quando uma situação deste tipo diz especificamente respeito ao GLÚTEN e se manifesta de forma permanente e definitiva, pode dizer-se que se trata de DOENÇA CELÍACA.
O grão de trigo tem, como os outros cereais, uma estrutura complexa em cuja composição entram muitas substâncias das quais nem todas são agressivas para o intestino do celíaco. O pericarpo e o gérmen são geralmente aproveitados no processo de produção da farinha, constituindo aquilo a que vulgarmente se chama o farelo. Naturalmente não será aí que encontraremos o responsável pela doença.No que respeita ao endosperma, há que considerar por um lado o amido (que está totalmente inocente neste processo!), e por outro, um numeroso grupo de proteínas com características físico-químicas diversas. É ao conjunto das proteínas insolúveis que se chama genericamente GLÚTEN e foi a partir dele que se isolaram diversas fracções com efeitos nocivos para o celíaco. Na prática porém, é apenas o glúten que nos interessa.
A sua "agressividade" depende da sua composição e como esta não é igual em todos os cereais, eles são tolerados de forma diferente: assim, enquanto o trigo, o centeio e a cevada têm de ser completamente afastados da alimentação do celíaco, outros cereais como o milho e o arroz são perfeitamente inofensivos. Quanto à aveia, o problema não está bem esclarecido e alguns autores consideram-na mesmo inofensiva. Isto porém, não é normalmente aceite e por isso ela será colocada aqui ao lado dos outros cereais agressores.
Quando o intestino de um celíaco tem de suportar uma alimentação sem restrições, o glúten dos cereais habitualmente consumidos vai provocar alterações tão profundas que impedem o normal aproveitamento dos alimentos e levam ao aparecimento dos sintomas. Se o glúten for retirado essas alterações desaparecem e tudo volta ao normal...desde que o doente não deixe de cumprir a dieta!Esta doença pode aparecer em qualquer idade desde que o glúten já tenha sido incluído na alimentação. O habitual é surgir pelo segundo ou terceiro semestre da vida (entre os 6 e os 20 meses de idade), alguns meses depois da introdução das farinhas na alimentação (papas, pão, bolachas, etc.). A criança começa a perder o apetite, deixa de aumentar de peso, torna-se triste e irritável, as dejecções começam a ser mais frequentes, moles e volumosas (diarreia) e o abdómen (a "barriga") torna-se mais saliente e distendido. Se o diagnóstico não fôr feito e a dieta instituída, a situação vai-se agravando e a criança atinge por vezes estados de malnutrição muito grave. Num pequeno número de casos os sintomas são diferentes: às vezes aparecem apenas vómitos de repetição, dores abdominais de intensidade variável, prisão de ventre ou apenas um atraso de crescimento sem explicação aparente.São situações que só um médico experimentado associa à doença celíaca e que podem levar muito tempo para serem diagnosticadas. Por razões que desconhecemos, as manifestações da doença são geralmente mais intensas nos primeiros anos de vida e tendem depois a diminuir de intensidade. Deve portanto acentuar-se que uma vez estabelecido com segurança o diagnóstico, A DIETA TERÁ DE SER CUMPRIDA DURANTE TODA A VIDA.O que ainda não está perfeitamente esclarecido é a razão pela qual só algumas pessoas são intolerantes ao glúten e desenvolvem a doença.


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