Tem dúvidas de como deve organizar a alimentação em casa?
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domingo, 10 de fevereiro de 2008

Adoçantes - o seu consumo é prejudicial?

Tenho andado a pensar numa coisa que investiguei durante a gravidez e ontem ocorreu-me outra vez. É em relação aos adoçantes... na gravidez como não podia comer açucar e a vontade era muita pensei em usar adoçantes, mas antes o marido andou a pesquisar na net e viu que só faziam mal...e também viu que 2 deles, o ASPARTAME e o ACESULFAME K, faziam muito mal mesmo... até há alguns países em que são proibidos e noutros são desaconselhados para crianças antes dos 12 anos e grávidas. A explicação que dão é que aquilo no caso das grávidas pode provocar mau desenvolvimento cerebral dos bebés entre outras coisas que agora não me lembro... e nas crianças atrasada o desenvolvimento cerebral. Sabes alguma coisa sobre isto? É que reparo que todos os nossos produtos ditos light (que nunca consumo, acho que mais vale natural, mas em menor quantidade) têm quase sempre esses 2 adoçantes e depois dizem que não têm açucar... (Mãmã M., filhote 21 meses)
Antes de mais, gostaria de separar aqui 2 questões:
- O consumo por grupos de risco: crianças, grávidas, imunodeprimidos...
- O consumo por adultos.
De facto, recentemente veio a público a questão que o aspartame tem efeitos cancerigenos, o que não ficou completamente esclarecido. Sabe-se contudo que estes aditivos são ricos em fenilalanina, que será um problema para quem não conseguir metabolizar este aminoácido (constituinte das proteínas). No entanto, nesse aspecto, não há risco pois o teste do pezinho realizado aos bebés, logo à nascença, também permite fazer este despite.
No entanto, e tal como a pediatra referiu, tratam-se de quimicos adicionados aos alimentos.
Aqui existem vários problemas:
1 - Os estudos realizados analisam o aditivo isolado e não quando misturado com outros aditivos, nomeadamente os corantes...tão tipicos nas guloseimas...
2 - O aditivo ao ser estudado, analisa-se o seu efeito isolado no organismo, não o associando à matriz alimentar (ex. aspartame versus cafeína do café...)
3 - As crianças são um grupo de risco e portanto os seus efeitos serão mais fortes e/ou com efeitos mais intensos.
4 - Grande parte dos alimentos com edulcorantes são alimentos que sofreram processos de refinação, em que o seu valor nutritivo natural foi diminuído ou enriquecido artificialmente (ex. sumo de fruta com frutose (açucar natural que é removido) e substituído por um edulcorante, faz com que este sumo tenha que ser fortemente processado.
5 - Os alimentos light são pois muito mais processados e além disso induzem o consumidor a consumi-los desmesuradamente o que é errado já que se tenta compensar o ingrediente em falta por outros que lhe confiram maior qualidade sensorial (ex. iogurte magro (sem gordura) com muito açucar ou edulcorante.)
6 - O seu consumo pode ser excessivo de se ingerirem várias parcelas ao longo do dia em diferentes alimentos (iogurte, sumo, bolachas, etc.).
Nessa medida, e na minha modesta opinião, eu desaconselho TOTALMENTE a ingestão de alimentos light para as crianças, salvo, como é obvio, recomendações do pediatra para casos de obesidade, que aproveito para dizer, é considerada pela Organização Mundial de Saúde como a epidemia do século XXI!
Principalmente porque são produtos muito refinados, mais pobres mas também porque o efeito dos edulcorantes pode desencadear algumas reacções alérgicas. Nos adultos, sugiro que evitem o mais possivel, prefiram cortar nos fritos e nos molhos para depois da refeição, tomar o cafézinho com o açucar que sabe bem e o açucar será menos absorvido. Durante o dia reduzir ao café.

Deixo também aqui esta importante ferramenta, adaptada da DECO, a guardar religiosamente:


Dra. Solange Burri
Consultora em Alimentação


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