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sábado, 12 de julho de 2008

Notícias nutritivas...Dieta Mediterrânea...

A dieta mediterrânica, candidata a património cultural na UNESCO, aguarda esse título numa tentativa de sensibilizar cada dia, o regresso às origens, das populações do Sul da Europa...é importante pois reflectir sobre isto e, no momento da adaptação da dieta familiar à alimentação do bébé (a partir dos 12 meses) enriquecê-la com estes traços...
Uma alimentação variada e equilibrada, que aposta em produtos de qualidade, consumidos na época certa e em refeições tomadas com vagar.
Estes são alguns dos traços gerais da dieta mediterrânica, que não é mais do que uma herança do tempo dos nossos avós, um legado que importa recuperar, a bem da saúde: os alimentos-chave desta dieta ajudam a proteger o coração, a prevenir a diabetes e a obesidade."Pode pensar-se na dieta mediterrânica como um mito, no sentido em que está bem longe da realidade actual", reconhece a presidente da Associação Portuguesa dos Nutricionistas (APN), Alexandra Bento, mas "baseia-se num conjunto de conceitos que em termos de saúde são muito bons", diz.
Milénios de história
A dieta mediterrânica surgiu há muitos séculos, resultado da geografia, do clima, da flora e da fauna típica da região. Apesar de Portugal não ser banhado pelo Mediterrâneo, partilha muitos destes traços e a alimentação tradicional tem as mesmas características. Por outro lado, as trocas comerciais e culturais entre os povos de ambas as margens ajudaram a difundir por toda a bacia as culturas e os hábitos alimentares, como o uso do azeite, o consumo abundante de cereais, legumes e frutas e a presença de vinho tinto a acompanhar as refeições*. Já a "carne, sobretudo a vermelha, e os doces eram praticamente inexistentes, só eram consumidos em ocasiões de festa", acrescenta a nutricionista. "É fácil ver como nos afastámos desta dieta nas últimas décadas: comemos poucos legumes, demasiada carne e muitos doces", tudo o que não devíamos fazer, acrescenta.
A sazonalidade é outra marca da alimentação mediterrânica: "Os alimentos eram consumidos em função da sua disponibilidade", explica Alexandra Bento.
Por outro lado, a dieta mediterrânica, apesar de ser muito equilibrada, é tradicionalmente rica em calorias, alerta o nutricionista João Breda, que salienta a necessidade de adaptar a alimentação ao nosso estilo de vida, tendencialmente mais sedentário do que o dos nossos avós. Para Alexandra Bento, é uma dieta que "preconiza determinadas normas e alimentos, mas as quantidades têm de ser adaptadas ao estilo de vida de cada um". Assim, a prática regular de exercício físico é tão importante como comer adequadamente.
Outra dificuldade para "cumprir" esta dieta é a necessidade de tirar tempo para comer com calma - sobretudo no pequeno-almoço, almoço e jantar -, já que o número de refeições diárias deve rondar as seis. "Mais uma vez, está relacionado com o nosso estilo de vida, fazemos refeições tão aceleradas que às vezes nem nos sentamos para comer, mas a alimentação deve ser feita com tranquilidade e com companhia", diz a presidente da APN.
Alimentar o coração
Adoptar as características fundamentais desta dieta é uma forma simples de fazer uma alimentação saudável, com vantagens para o coração, mas não só, explica Alexandra Bento. A nutricionista Ágata Roquette explica que as gorduras consumidas na alimentação mediterrânica, sobretudo monoinsaturadas, ajudam a equilibrar os níveis de colesterol e prevenir as doenças cardiovasculares. O vinho tinto também pode ter um efeito protector: funciona como vasodilatador, facilitando a circulação, e tem compostos fenólicos que são antioxidantes. No entanto, tem de ser consumido com muita moderação e os efeitos benéficos também podem ser conseguidos através de outros alimentos como o sumo de uvas, salienta Alexandra Bento.
O elevado consumo de frutas e legumes e a presença reduzida de doces também ajuda no controlo da diabetes, enquanto a "insistência em alimentos com grande valor nutricional mas sem elevada densidade calórica ajuda no controlo do peso", refere a presidente da APN, lembrando que a obesidade é um dos maiores problemas de saúde dos países ocidentais.
Fonte:
DN Online, 18/05/08
*Para quem não sabe, o vinho tinto é rico em anti-oxidantes muito poderosos, que consumido com moderação por adultos, favorece o sistema cardiovascular.

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