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terça-feira, 4 de agosto de 2009

Notícias: A alimentação infantil e o comportamento

A minha querida amiga Ana Sofia, Psicóloga, publicou recentemente este post ao qual não pude ficar indiferente...até porque vai de encontro a 2 necessidades BabySol®: a de favorecer a sensibilização alimentar aplicada às críticas faixas etárias após os 3 anos de idade e a de vigiar o comportamento das crianças, sobretudo no que diz respeito ao consumo de açucar...



"Nas crianças, a hiperactividade, a falta de atenção, a dislexia e o comportamento anti-social ou agressivo podem ser manifestações do que elas comem, defende o britânico Neil Ward, do departamento de Química da Universidade de Surrey.

Segundo o investigador, algumas crianças podem reagir aos aditivos, conservantes e corantes que se encontram nos produtos alimentares, o que causa alguns problemas comportamentais. Ward acompanhou vários grupos de crianças nas escolas com o objectivo de descobrir se os distúrbios de comportamento relacionados com químicos se registam em grupos isolados ou se todas as crianças estão em risco. Descobriu que alguns corantes podem levar a reacções adversas 30 minutos após o seu consumo, tendo identificado como principais culpados os metais tóxicos, como o chumbo e o alumínio, e os corantes alimentares.

As reacções a esses químicos incluem perturbações comportamentais ou físicas, como urticária ou cansaço. No entanto, descobrir uma ligação directa entre certos químicos e problemas de saúde pode ser uma tarefa complicada. São necessários dados científicos para provar que alguns químicos podem causar problemas comportamentais, mas por enquanto cabe apenas aos cientistas provarem isso mesmo. As companhias farmacêuticas, por exemplo, são obrigadas por lei a realizarem testes minuciosos aos seus produtos antes de os comercializarem, comprovando que o seu uso é seguro, mas o mesmo não acontece com os fabricantes de produtores alimentares. No Reino Unido, a comida para crianças está regulamentada apenas até à idade de um ano, desaparecendo a partir daí. Os fabricantes de comida dirigem muitas vezes os seus produtos a grupos específicos, incluindo mulheres grávidas, no entanto, não são obrigados a fornecer dados científicos que atestem que tais alimentos são adequados a esses grupos.

Ao longo dos últimos anos tem-se registado um aumento da obesidade em crianças. Muitas vezes, nas escolas, as crianças estão sob a pressão dos colegas para ingerirem determinados produtos e por isso, tendem a comer produtos com demasiado açúcar, que muitas vezes também contêm químicos “maus”. É ainda de destacar que, muitas vezes, os consumidores não compreendem a informação contida nos rótulos da comida. É muito importante que as crianças, mas também os pais, sejam encorajados a aprender mais sobre a comida que escolhem para consumir, como ela deve ser armazenada e cozinhada para fornecer um valor nutricional adequado à sua dieta". Fonte: aqui.

Já tenho falado neste assunto, algumas vezes. Mas talvez de modo indirecto. Se por um lado, o consumo de alimentos açucarados, aporta não só o perigo pela alimentação doce e consequente desgaste do pâncreas infantil levando precocemente à diabetes, por outro lado, este tipo de alimentos veicula quase sempre aditivos (corantes e conservantes) cuja interacção cruzada não é conhecida! Além disso são bastante ricos em gorduras hidrogenadas.
É curioso: sabe-se que o consumo excessivo de açucar desgasta a presença de vitamina B2 no organismo que está envolvida na irrigação sanguínea cerebral... Por isso Mamãs reparem o que acontece em crianças quando consomem excesso de açucar: quase sempre histeria, confusão mental, etc...
Para pensar, não acham? Importante lembrar sempre: açucar sim, mas sempre a seguir às refeições, nunca isolado, para que a absorção seja menor!

Psiu! Mamã...esta dica também é válida para nós, boa?

Dra. Solange Burri
Consultora em Alimentação

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O açucar no rótulo

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1 comentário:

  1. Olá Solange, mais uma vez um excelente artigo. É uma pena que as "dietistas" que fazenm os planos alimentares das crianças nos infantários não saibam estas coisas e que as educadoras que os enchem de bolachas nos intervalos também não :(
    Beijos
    Graça

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