Tem dúvidas de como deve organizar a alimentação em casa?
Este é um espaço virtual focado na qualidade alimentar que a família deve praticar em casa, nas compras, na creche, na escola, no trabalho.
Aqui encontrará excelentes conselhos de Nutrição e também de Segurança Alimentar a seguir pelo consumidor para si e sobretudo para as suas crianças!

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

As algas para consumo alimentar


Totalmente embrenhada (ou embriegada?) na minha defesa de Mestrado, prevista para muito breve, falarei hoje um pouco das algas e da sua introdução na dieta do consumidor europeu...e porque não o infantil europeu quando incorporadas discretamente numas salsichas de legumes que desenvolvi, de carácter funcional. A alga aqui incorporada, actuando como um sal funcional, leva valor acrescentado de iodo...micronutriente que se sabe, hoje, atinge níveis de carência na população portuguesa e, enraizado na sua original fonte será favoravelmente melhor absorvido pelo organismo.

As algas, representam na sociedade oriental, um recurso marinho fortemente explorado na dieta alimentar, o mesmo não se verifica nas populações do ocidente, onde infelizmente apenas persistem na Alimentação como aditivos devido às suas características espessantes e gelificantes (E-401 a E-404 e E-405), extractos arrancados de uma interessante matriz alimentar que a alga oferece, esta na mira de curiosos investigadores que desejam validar, no Ocidente, este recurso alimentar alternativo e de potencial valor nutricional, de conhecimento milenar.

O objectivo é não só dar resposta ao insaciente prazer de um consumidor mais atento, habituado pela constante Inovação Alimentar, mas conhecendo a tendência de mercado na procura de uma alimentação mais saudável, que possa efectivamente surpreender as características sensoriais que privilegia mas também impedir que as prevalências de doença aumentem, como se tem vindo a verificar quando se fala, por exemplo, em doenças cardiovasculares.

As algas, de baixo valor calórico, elevado aporte de cálcio e ferro, são um alimento que veicula fortes antioxidantes e vitaminas em níveis únicos, e que abundam em Portugal, país banhado a Oeste e a Sul pelo Atlântico e que não tem rentabilizado este recurso ao seu dispôr. Alguns investigadores começam a explorar este valioso recurso como uma forma de favorecer os seus benefícios nutricionais promovendo também a sustentabilidade do planeta.

Mas não há bela sem senão... Apesar do seu excepcional valor nutricional, as algas são também bioacumuladores ambientais, razão pela qual, nos meios marinhos onde abundam, podem acumular nos seus tecidos, nefastos metais pesados como mercúrio, chumbo, cádmio, arsénio, estanho, em resultado da poluição ambiental. Por esta razão, as algas são já produzidas, em muitos países, em sistemas de fitocultura, muitos deles em regime de produção biológica, como acontece em França.

Portanto o que me parece totalmente importante no consumo de algas traduz-se essencialmente nas seguintes directrizes:

- Adquirir algas, no estado desidratado, cujo rótulo da embalagem evidencie um rigoroso controlo de qualidade, assegurando-se assim a sua inocuidade em teores químicos e microbiológicos também;

- Que seja oferecido em pequena quantidade, para salvaguardar os níveis de iodo que se desejam discretos, não só para não comprometer a actividade da glândula tiróide mas também para não assustar o consumidor com um sabor forte ao qual não está habituado;

- Que possa, porque não?, incorporar a diversificação alimentar a partir dos 12 meses, se a criança até então evidenciou uma satisfatória adaptação alimentar e está receptiva a novos sabores...

Vale a pena pensar neste ingrediente. Com informação devida para escolher o melhor. Analise o rótulo dos alimentos processados porque não vamos dizer que as algas estão lá, afinal são um ingrediente discreto que estará sempre no final da lista... o consumidor está ainda muito apreensivo! Garanto-vos que, sem darem por ela, um dia destes estarão mesmo a comer algas no prato porque a Inovação Alimentar promete ... inovar! :-))

Fui!


Dra. Solange Burri
Consultora em Alimentação
Leia também:

Receba as actualizações do Portal BabySOL® no seu email. Subscreva agora a Newsletter BabySOL®.

Email

2 comentários:

  1. Olá!
    Gosto de algas sempre que as como em pratos elaborados por alguém que as sabe cozinhar (no sushi ou mizo japonês, ou em pastéis com recheio de algas no Celeiro, etc)... No entanto já experimentei comprá-las secas para fazer, mas ficam horríveis... Não sei se não acertei na marca, se foi da confecção... Será que eventualmente poderia pôr umas receitas com alga aqui no blog?
    Um abraço,
    m.

    ResponderEliminar
  2. Olá Moya,

    Obrg pelo comentário e participação. Tem razão no que diz, realmente para quem não sabe prepará-las em casa, uma vez feito e não gostem do resultado poderão pensar que é culpa do alimento quando na maior parte dos casos, é ausência do específico conhecimento para as preparar.
    Sim, aceito a sua sugestão com muito agrado, publicarei em breve uma ou várias receitas para fazer jus ao estímulo do consumo de algas.
    Bjs, obrg e fique por perto!

    Solange Burri

    ResponderEliminar

Comente este Blog.
A sua participação irá enriquecê-lo e promover novos conteúdos. Obrigada e...fique por perto!