Tem dúvidas de como deve organizar a alimentação em casa?
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quarta-feira, 11 de novembro de 2009

O Pediatra e a informação alimentar...


Ontem fui à Pediatra, à consulta dos 6 meses. Quando se fala de alimentação, novos alimentos principalmente frutas, a informação deixa muito a desejar. Fico sempre com imensas dúvidas, pelo que tenho de me virar para outras fontes de informação, como a Babysol ( Um grande bem haja) , ou livros escritos por pediatras e especialistas na area. A pediatra é uma excelente profisional, mas acho que não sou a unica a ter esta experiencia com os pediatras (Mamã C., filhote 6 meses).

A sua questão relativa ao consumo de frutas e legumes tem fundamento.

Na verdade, as directrizes europeias sobre alimentação infantil que a ESPGHAN (European Society for Pediatric Gastroenterology, Hepatology and Nutrition) estabelece não referencia que variedades de hortofrutícolas as crianças deverão comer, e por que ordem deverão ser introduzidos na dieta da criança, pois este consumo varia muito pelas condições atmosféricas de cada país, que condicionam a disponibilidade geográfica e fazem prevalecer os hábitos alimentares, neste domínio, e a gastronomia das diferentes populações.
Por outro lado, e no seguimento do trabalho de investigação realizado ao longo de décadas, reportam-se actualmente muitas culpas à deficiente alimentação implementada na Sociedade Moderna, que factores como diminuição da prática de exercício, aumento da disponibilidade de alimentos nefastos e desrespeito social pelo cumprimento do horário das refeições em paralelo com o desenrolar de novas tecnologias industriais, promoveram. Por isso, os temas Alimentação e Segurança Alimentar apresentam hoje um vasto, e muito pertinente, leque de problemas, e formas de os ultrapassar/contornar, muito sensíveis.

Acredito que seja difícil para os pediatras, ou outros médicos, dar resposta às elevadas exigências que o nosso sistema de saúde obriga e ainda assim se actualizarem neste contexto, para além da reciclagem de conhecimentos que a sua especialização também obriga. Por outro lado, tem sido extremamente delicado particularizar todos estes cuidados nos bebés onde, por vezes, as reacções podem ser tão variadas... e também na evidência de inexplicáveis episódios de susceptibilidades alimentares que teimam em prevalecer...

Há pois ainda um longo caminho a percorrer sendo que a tendência será, a curto prazo, e à semelhança do que acontece já noutros países europeus, de se criarem fortes equipas profissionais multidisciplinares que assegurem ao Bebé, ou outro utente, a plenitude dos seus cuidados personalizados de saúde.

Na minha perspectiva, considero fundamental as progenitoras, principais protagonistas na alimentação dos filhos, a estarem devidamente informadas, e serem portanto mais exigentes, para poderem assim agir e tornar estes serviços cada dia de melhor qualidade.

Alguém discorda do meu ponto de vista?


Dra. Solange Burri
Consultora em Alimentação


Leia também:

Como escolher o pediatra?

Manual de Instruções sobre a Alimentação do Bebé



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