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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

As especiarias na Alimentação Infantil


A opinião é unânime quando se diz que a Alimentação saudável está na ordem do dia e que a redução de sal deve ser estimulada, destacando o sabor natural dos alimentos com ervas aromáticas e especiarias.
Mas, se por um lado tenho debruçado alguns dos meus post's sobre as ervas frescas, a verdade é que as especiarias merecem agora que as explore também, e analisar a sua incorporação na dieta infantil.
Um dos aspectos que gostaria imediatamente de focar é que todos os alimentos, possuem naturalmente na sua composição, a presença de sódio, pelo que deve existir um enorme cuidado para não exagerar nas doses adicionadas, o que poderá contribuir, a médio prazo, para induzir um re-ajuste dos sensores de paladar localizados na língua. Este facto é particularmente grave no caso da alimentação das crianças pois, existem estudos, que atestam que actualmente chegam a consumir um maior nível de sal do que os adultos, razão pela qual os industriais estão a ser obrigados a baixar as suas formulações alimentares nos teores de sal adicionados.
Claro está, que o consumidor deseja um alimento saudável, mas que seja saboroso também, pelo que os investigadores procuram encontrar alternativas à presença de sal, recorrendo à adição de algas, de ervas aromáticas e de especiarias, componentes com um potencial nutricional espectacular e que, precisamente por causa disso, "agitam" rapidamente o metabolismo humano e devem pois, ser introduzidos com parcimónia, mas que pode ser feito de modo muito regular.
Portanto, destacando esta ideia, é fundamental enriquecer a alimentação com estas atractivas possibilidades, mas tendo o cuidado de o fazer discretamente, em cada refeição, pelo facto também de não adulterar o sabor natural dos alimentos o que, no caso, da educação alimentar infantil merece todo o cuidado...
Mas, se por um lado, a introdução das especiarias, que possuem elevado poder anti-oxidante, deve fazer-se com moderação, em cada prato, a verdade é que se trata de uma excelente forma de diversificar a alimentação da criança e, estimulá-la, deste modo, a conhecer novas formas de apresentação culinária que irão contribuir para a sua mais fácil adaptação alimentar. Claro está que é preciso ter em conta que o Bebé já tenha mais de 12 meses e tenha reagido bem, até então, ao plano alimentar actual oferecido evidenciando uma boa adaptação para além de não apresentar qualquer tipo de susceptibilidade alimentar, como alergias ou intolerâncias.
As especiarias, de carácter doce e nunca picante, podem ser adicionadas muito subtilmente na alimentação infantil devendo apenas existir o especial cuidado de comprar, SEMPRE, boas marcas pois estes produtos desidratados, e à semelhança de todos os produtos "secos", podem em condições deficientes de armazenagem promover o desenvolvimento de bolores que produzem toxinas - aflotoxina ou acrotoxina - substâncias tóxicas incapazes de ser eliminadas no processo culinário e que se acumulam, ao longo do tempo, no fígado.
Enumero pois os principais cuidados a seguir para introduzir especiarias como a canela, os cominhos, a noz moscada, o pimentão doce, a baunilha, o açafrão, o anis e o cravinho da Ìndia na alimentação da criançada:
1º Ter mais de 12 meses E estar perfeitamente adaptado à dieta familiar;
2º Não apresentar qualquer tipo de susceptibilidade alimentar;
3º Comprar de excelente qualidade;
4º Introduzir em quantidades muito discretas para perfumar os pratos culinários e que nunca mascare o sabor principal dos alimentos;
5º Oferecer apenas variedades doces e nunca picantes que dificultam a digestão e irritam a mucosa estomacal;
6º Como destacam o sabor dos alimentos, reduzir a quantidade de sal adicionada;
7º Oferecer com regularidade, variando de acordo com as possibilidades referidas.
E, porque se justifica, não resisto aqui a deixar aqui algumas dicas para usar com sabedoria as especiarias:
Dica 1 - O seu interessante poder antioxidante impede os microrganismos de actuarem, e por isso são utilizados em vários países como preservantes de carne e peixe. São pois uma excelente forma de preservar os alimentos, em viagem ou até mesmo quando pretendemos prolongar a sua validade, como acontece com uma peça de carne que, certo dia, não apetece cozinhar.
Dica 2 - Como são muito aromáticas, as especiarias não devem ser guardadas junto do fogão, ou do frigorifico, pois zonas quentes destroem o seu perfume. Mantenha-as pois, bem fechadas, e longe das zonas quentes da cozinha.
Portanto, indo de encontro a uma alimentação exótica que o consumidor tem vindo a privilegiar, como se destaca a comida vegetariana, parece-me bastante útil diversificar os pratos que se preparam no dia a dia que, com a incorporação destes pózinhos mágicos, irão aumentar, com sucesso, o leque de oferta da mamã cozinheira. Deixo pois algumas sugestões de receitas, adivinhado que darão asas à imaginação à especiaria que irão acrescentar a cada uma delas...
Dra. Solange Burri
Consultora em Alimentação

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5 comentários:

  1. Uma dúvida quanto ao armazenamento em casa das especiarias compradas... é melhor mantê-las naqueles sacos com fecho reutilizável em que vêm ou transferi-las para aqueles pequenos frascos de vidro próprios para especiarias? Aqui em casa tenho das duas maneiras e não sei se uma é preferível à outra... Antes de ler este artigo pensei que o perigo era só perderem o sabor, nunca tinha ouvido falar desse problema das toxinas!...

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  2. Olá Ana,
    Na minha opinião acho que seria preferível deixar as especiarias guardadas na embalagem original, já quue muitas vezes os pequenos frascos de vidro são demasiado grandes para o conteúdo e permite que a especiaria entre em contacto com uma elevada % de ar e se altere (oxide). Por outro lado, vai exigir outra manipulação o que tb não é tão higienico como se deixar na embalagem original.
    Espero ter ajudado.
    Bjs e obrg pelo comentário,

    Solange Burri

    ResponderEliminar
  3. Olá.
    Achei o artigo interessante e aplicável na maioria da população. Aqui em casa como tenho um filho de 4 anos com Fibrose Quística creio que se a substituição do sal e/ou a sua redução na alimentação é muito prejudicial, ele deve ter uma alimentação rica em sal e a redução constante do sal nos alimentos comprados já feitos e mesmo no pão aos doentes de FQ só os prejudica pois cada vez têm mais carência de cloreto de sódio o que pode originar a desrrugulação da bomba sódio potássio e levar a uma paragem cardiaca entre outros problemas. Principalmente no verão em que perdem grandes quantidades de sal no suor, daí ser característico da doença o sabor salgado so suor.
    Conviduo a ver o meu blogue sobre a doença:
    http://salgadosanjos.blogspot.com

    Beijinhos

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  4. Olá!

    Bem, eu também transferia as especiarias para um frasco de vidro, afinal não devia... sempre a aprender!

    Sou mãe de uma bebé de quase 6 meses e estou a amamentar não em exclusivo pois já comecei a trabalhar, ela já come a sopa ao almoço. A minha dúvida é a seguinte: como preciso de perder peso será que posso fazer algum tipo de dieta? Não quero de modo algum deixar de dar de mamar mas também não ando nada feliz com os kilos a mais... Será que me pode dizer alguma coisa sobre isto ou, se já falou sobre o tema, onde posso lê-lo? Muito Obrigada e desde já as minhas desculpas por estar a fugir ao tema do post actual!

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  5. Olá,
    Margarida: de facto não possuímos nenhum artigo no âmbito que procura, razão pela qual não tenho essa informação para lhe dar. Contudo, aceitámos este comentário como uma sugestão de melhoria do desempenho BabySOL que proporcionámos a mamãs ;-)
    Um dos aspectos que contribui rapidamente para o excesso de peso, nas recém mamãs, é: 1 - a forma desregulada com que se alimentam, comendo mais em periodos de tempo mais largos, absorvendo mais e 2 - o diminuto período de descanso nocturno que desregula o sistema hormonal e induz o aumento do peso corporal.
    Assim, e tendo em conta que está a amamentar, a melhor e directriz mais eficiente que lhe posso dar é que combata o seu excesso de peso...amamentando! O leite materno, é constituído por gordura que a mãe acumulou pelo que, nesta fase, precisa de fazer uma dieta rica e equilibrada, pobre em gorduras e açucares de absorção rápida, e garantir que esvazia bem cada seio pois a gordura da mamã só é veiculada pelo leite, nos minutos finais da mamada. Se desejar aprofundar esta questão, veja mais informação em "como produzir mais leite materno":
    http://solangeburri.blogspot.com/2008/11/dvidas-de-mams-produzir-mais-leite.html
    Anjos: não conheço, de facto, as implicações alimentares da Fibrose Quística. Talvez o seu comentário, à semelhança do da Margarida, nos seja útil tb como sugestão de próximos artigos BabySOL :-))
    Obrg pela V/ participação!
    Espero ter ajudado.
    bjs e fiquem por perto,
    Solange Burri

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