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quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Brinquedos & Brincadeiras à Mesa: sim ou não?

As crianças precisam de estrutura para crescer. A possibilidade de partilharem o pequeno-almoço e o jantar com os pais dá-lhes um começo e um fim para o seu dia. Quando os pais são muito ocupados e têm de deixar a criança entregue a outras pessoas, isto torna-se ainda mais importante. No nosso mundo tão cheio de stress, os rituais regulares das refeições trazem segurança às crianças.”
T. Berry Brazelton & Joshua D. Sparrow, “A Criança e a Alimentação” (2004)

Numa sociedade cada vez mais frenética, onde o tempo é um bem essencial escasso, onde somos frequentemente absorvidos quer pelos deveres e “quereres” profissionais quer pelos afazeres domésticos, muitas vezes a questão da alimentação fica para segundo plano principalmente as refeições em família.
Bom… e se enquanto adultos sem compromissos parentais a situação nos pode parecer banal e de pouca relevância, quando se trata de partilhar tempo com os nossos filhos deveremos parar para pensar e repensar atitudes e comportamentos… afinal somos um exemplo para eles. É que usando todo este stress e frenesim como desculpa para o nosso cansaço e má disposição vão-se cometendo alguns erros e demasiadas permissividades com as nossas crianças, que a longo prazo terão os seus efeitos… bons ou maus.
Diariamente muitas famílias apenas dispõem dos horários das refeições para estarem juntas, principalmente no final do dia ao jantar, constituindo-se este como um momento de descompressão depois de um dia de intensa actividade e ausência parental. Aplico aqui o termo “ausência parental” pois é este o fantasma que paira na cabeça da maior parte dos pais que têm uma vida agitada e preenchida tendo que deixar os seus filhos aos cuidados de terceiros e que depois serve de elemento desculpabilizante para um excesso de permissividade, sobretudo, às refeições. Trata-se de uma espécie de compensação para a nossa ausência, achamos que ela já é suficientemente nefasta e, como tal, poderemos abdicar de regras essenciais para o desenvolvimento pessoal e social dos nossos filhos.
São muitos os pediatras e educadores que concordam que assim que a criança se encontre apta a fazer o mesmo número de refeições dos adultos estas se devam tornar num momento de partilha e convívio familiar. Daqui decorrerão aprendizagens essenciais: apreciar e dar importância a este momento, apreender boas maneiras à mesa, conversar e dialogar sobre o seu dia-a-dia, absorver todo um conjunto de ensinamentos provenientes das conversas em família e, acima de tudo, o fortalecimento das relações familiares, afinal de contas quantos de nós têm como boas recordações os momentos passados à mesa com os nossos avós, pais, tios, primos enfim… com toda a família!! As refeições assumiam-se como algo de extrema importância onde a brincadeira ficava esquecida durante algum tempo.
De facto, os pais não devem permitir que esta ocasião agradável se transforme num momento individual onde cada elemento da família está absorvido nos seus pensamentos, onde o peso de um dia de trabalho sirva como que de permissão para a criança fazer o que bem entende: levar todos e mais alguns brinquedos para mesa, usar de todas e mais algumas brincadeiras para não comer.
Se a criança for desde cedo envolvida no ambiente aprazível que é o momento das refeições, um lugar onde cabem o diálogo, o convívio familiar e social e do qual ela é elemento integrante não sentirá necessidade de recorrer às suas brincadeiras, uma vez que estas já caracterizam todo o seu dia-a-dia. Desta forma, adequam-se também práticas familiares às práticas de creches e jardins-de-infância.
Claro, que apesar de tudo isto, as birras, as más disposições e os “nãos” acabam sempre por surgir… o importante é manter a calma e lidar com estas situações com uma grande dose de tranquilidade e não permitir que uma pequena excepção se transforme numa regra.
Em jeito de conclusão termino salientando a importância do brincar na infância e, mais do que isso, a importância do envolvimento dos pais no brincar dos seus filhos. Mas como tudo na vida… existem tempos e lugares próprios para isso cabendo a cada um encontrar as melhores alternativas e estratégias para a partilha desses momentos.





Educadora
Sónia Carvalho


Reflexões da Autora:

Que cuidados alimentares na Creche?
Os Pais podem melhorar os serviços prestados nas Creches?

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3 comentários:

  1. Espero bem que as conturbações tenham ficado em 2009… FELIZ ANO NOVO com a continuidade do teu excelente trabalho!

    Felicidades e saúde :-*

    Beijos
    Tété & Xavier

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  2. Eu aprendi,que tudo vale a pena.Brincar,contar histórias logo que comam,e que coma algo,não importa que comam tudo,que limpem o prato!Mesmo só comendo uma terça parte do proposto,já é um dia ganho!Se as pessoas,neste caso os pais abrissem os horizontes veriam que há crianças que comem pouco,e de pouca variedade,devido a um ou outro problema físico ou psicológico,e dariam muito valor à sopa ou ao bife que os seus filhos comeram...mesmo que ao cantinho do prato tenham ficado os legumes.Dulce.

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  3. Com amor e paciência, esses períodos passam!
    Bom ano, e bem vinda.

    Clara

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