Tem dúvidas de como deve organizar a alimentação em casa?
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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Infecções urinárias e a alimentação...o que pode ser feito?


Tenho um filhote de 18 meses que não se livra da bactéria E. coli. No mês de Novembro de 09 teve uma infecção urinária, fez alguns testes e verificou-se a presença da bactéria. Tomou um antibiótico e na urocultura após a toma deu resultado negativo para E. coli.
A cerca de uma semana atrás, andava um pouco constipado e decidi ir à pediatra, fez uma análise á urina e verificou-se novamente a presença desta bactéria.
A minha duvida é, como posso evitar esta bactéria na alimentação do meu filho, ou outras atitudes a ter.
Já fiz várias leituras e um dos aspectos é o tempo de cozedura dos alimentos (poderá ser um dos meus erros, mas...) e uso de água engarrafada (já o faço após ter lido um dos seus post pelo menos +- meio ano). Outro dos aspectos a higiene e manuseamento dos alimentos, tento ao máximo ter cuidado (Mamã Carla, filhote 18 meses).

Existe alguma confusão nas suas palavras, pelo que é preciso separar primeiro as ideias:

1 - E.coli é uma bactéria de origem fecal que habita normalmente o tracto intestinal dos animais de sangue quente. Se contamina um alimento, por cruzamento com alimentos contaminados e/ou acessórios, por deficiente higiene, pode invadir o sistema gastrointestinal e causar distúrbios digestivos. Desenvolve-se bem em alimentos cárneos e em água. Daí a razão de estes serem os veículos alimentares mais comuns de E.coli, no organismo humano. É importante pois que cozinhe sempre muito bem os alimentos, porque não conhecemos a sua origem, embora cada vez mais isso tenha vindo a ser assegurado pelos industriais do sector.

2 - Uma infecção urinária provocada por E.coli resulta de uma contaminação externa, salvo septicemia (infecção grave no sangue, generalizada no organismo), pelo que o que poderá ter acontecido foi algum resíduo fecal, pela fralda ou toalhete ter invadido a uretra (ao entrar pelo pénis do bebé) e atingir a bexiga, colonizando-a. Pode ter acontecido que: a) a infecção tenha sido intensa; b) a bactéria tenha desenvolvido resistências (e tenham ficado algumas na bexiga, mesmo após toma completa do antibiotico; c) a toma do antibiotico não tenha sido eficaz (1 - pouco específico para esta bactéria; 2 - desrespeito para tomar o antibiotico até ao fim e na frequência estabelecida; 3 - antibiotico de espectro reduzido porque é de acção suave para não atingir o intestino da criança comprometendo pois a acção da flora intestinal ou se já tomou outras vezes, poderá já não fazer efeito...).

Portanto, a situação passa agora por:
1 - Erradicar a bactéria da bexiga;
2 - Diminuir o impacto do antibiótico na flora intestinal da criança, que não só poderá evidenciar anomalias intestinais como impedir a sua acção de prevenção de outras bactérias, veiculadas pela alimentação;
3 - Fortalecer o sistema imunitário.

Nesse sentido, recomendo a ingestão de papa com efeito probiótico, ou iogurtes com esse efeito mas próprias para consumo infantil, para ajudar a regular o intestino. Lembre-se que, sendo alimentos funcionais, deve fazer um consumo diário.
Use e abuse da água e das infusões, fora das refeições, para estimular circulação da urina e maior facilidade de remoção e limpeza da bexiga.
Fortaleça o sistema imunitário com alimentos à base de ferro, recomendados em caso de anemia.
Deve realmente ser persistentes nestas medidas, julgo que no final de 2 semanas já encontrará melhorias.


Dra. Solange Burri
Consultora em Alimentação


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