Tem dúvidas de como deve organizar a alimentação em casa?
Este é um espaço virtual focado na qualidade alimentar que a família deve praticar em casa, nas compras, na creche, na escola, no trabalho.
Aqui encontrará excelentes conselhos de Nutrição e também de Segurança Alimentar a seguir pelo consumidor para si e sobretudo para as suas crianças!

sexta-feira, 19 de março de 2010

Depressão Pós-Parto...o que fazer?

Recentemente fomos confrontados com uma situação de comprometimento alimentar relatada por uma recém mamã, face a crise psicológica que atravessava com o nascimento do seu adorado bebé. É pois de todo importante alertar que a depressão pós-parto é uma situação frequente a que deve estar alerta...para não comprometer a sua saúde e a dos seus!

Contrariamente à ideia generalizada de que o nascimento de um filho é um momento de extrema felicidade para qualquer mãe, verifica-se a dura realidade de muitas mulheres serem afectadas por depressão pós-parto.

Este tipo de depressão corresponde a um quadro de tristeza, ansiedade, irritabilidade, choro, cansaço, flutuações de humor e abatimento que surge após o parto, quando as mulheres iniciam a relação com o seu filho recém-nascido. Além destes sintomas, pode verificar-se um afastamento do bebé, falta de preocupação com as necessidades infantis, um sentimento de incapacidade para tomar conta dele convenientemente ou um medo exagerado com possíveis acontecimentos negativos que possam surgir.

O novo papel de mãe acarreta consigo uma série de alterações significativas que explicarão os sintomas experienciados por muitas recém-mamãs.
Por um lado, as evidentes alterações hormonais que provocam uma mudança drástica no estado fisiológico do organismo materno, o consequente desequilíbrio nutricional, a fadiga e a privação do sono constituem factores físicos importantes capazes de interferir com o estado psíquico da mulher. A própria alteração no seu aspecto físico é, muitas vezes, fonte de desagrado e forte preocupação.

Por outro lado, as alterações emocionais passam, por exemplo, pelo próprio assumir do novo papel de mãe e a consequente ansiedade relacionada com as suas novas funções e capacidade pessoal para as executar de forma a assegurar o bem-estar do seu bebé. Tudo é novidade e, ao contrário do que é comum pensar-se, cuidar do bebé não é algo que todas as mães saibam por instinto, sobretudo nas primeiras semanas.

As alterações nas rotinas quotidianas, com novas exigências, que obrigam necessariamente ao estabelecimento de uma nova relação consigo própria, e com restantes membros da família, são também uma barreira a ultrapassar. Os padrões de sono, de alimentação, de cuidados pessoais, de relacionamento social e mesmo de investimento na área profissional assumem uma nova dimensão a que a mamã se está ainda a adaptar.

Para combater a depressão pós-parto, é importante que:
- Esteja atenta a alterações como tristeza, raiva, choro frequentes, cansaço extremo, ansiedade, incapacidade de relaxar, pensamentos obsessivos, etc. e reporte-os ao seu médico assistente;
- Assegure a existência de momentos de bem-estar para si própria (um banho demorado, uma refeição especial, um filme favorito…) declinando, por momentos, os cuidados com o bebé a alguém da sua inteira confiança, permitindo-lhe relaxar um pouco;
- Não se esqueça dos seus cuidados de higiene, beleza e saúde;
- Pratique exercício físico;
- Não se isole. Participe em actividades com a família e os amigos;
- Procure ajuda, partilhando as suas dúvidas e inseguranças com familiares e amigos;
- Permita que outras pessoas possam participar nas tarefas domésticas e cuidados ao bebé.

E não se esqueça: a vergonha e a culpa por não se sentir uma “mãe perfeita” são sintomas muito frequentes. Tenha bem presente a ideia de que o vínculo afectivo entre a mãe e o bebé nem sempre é automático, ao longo do tempo irá desenvolvendo as competências necessárias, num processo de aprendizagem natural e, acima de tudo, de que “não existem mães perfeitas”!

Dra. Marta Salazar

Psicóloga Equipa BabySol®



Leia também:
Birras alimentares
Regras à mesa: como consegui-lo?
Pais à beira de um ataque de nervos

Manual de Instruções da Alimentação do Bebé

Siga BabySol® nas Redes Sociais:



Email

Receba as actualizações do Portal BabySOL®:



Introduza o seu email:




1 comentário:

  1. Para mim, o que fez toda a diferença foi conseguir ter alguém que ficasse com a bebé de forma a eu poder dormir um pouco, de forma mesmo descansada.

    ResponderEliminar

Comente este Blog.
A sua participação irá enriquecê-lo e promover novos conteúdos. Obrigada e...fique por perto!