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sábado, 27 de março de 2010

Os pesticidas nos legumes e fruta...como eliminar?

Li algures: 'Descascar os alimentos que não sejam biológicos pois grande parte dos químicos acumulam-se na casca'.
O processo de cozedura elimina estes químicos? Os químicos não atingem o interior do alimento? Concentram-se na casca, é isso? (Mamã Joana)


A questão que coloca é pertinente...passo a explicar:
- Os legumes de agricultura convencional são expostos a pesticidas químicos que podem ser sistémicos ou não sistémicos. Enquanto que os primeiros penetram nos solos e são veiculados pelas raízes até à seiva das plantas alcançando o interior do frutos, os pesticidas sistémicos são administrados por superfície, à face da planta, quando esta é pulverizada. Apenas os pesticidas não sistémicos poderão ser parcialmente removidos ao se eliminar a casca de frutos e legumes. O mesmo não acontece com aqueles tipos de pesticidas, de carácter sistémico, que alcançam o interior das plantas.

Tenho ideia que, na legislação que regulamenta a administração de pesticidas não está atribuído a sua natureza sistémica e não sistémica. Apenas a sua acção e toxicidade. E são atribuídos intervalos de confiança, periodo a partir do qual os legumes e fruta podem ser vendidos, após exposição a pesticidas.

A contaminação química, como os pesticidas representam, e à semelhança, por exemplo, dos problemas de segurança alimentar da água da companhia, são de foro químico e portanto, não são eliminados por fervura, e pior, são concentrados, pois ocorre alguma perda de água do alimento.
Saliento ainda que hoje em dia grande parte dos legumes/frutas comercializados respeitam as doses máximas permitidas que sejam administradas, em função da toxicidade do pesticida. Contudo, sabe-se, e aqui reside a maior preocupação, é que podem ser administrados até 5 tipos de pesticidas e que a interacção entre si, no organismo, exacerba o seu tóxico efeito. Este facto está na origem de algumas alergias que surgem na sequência da ingestão de legumes ou fruta, sobretudo em bebés, em que a progenitora considera que a criança é alérgica ao vegetal quando, na verdade, a alergia surge do efeito dos químicos no vulnerável organismo. Deve pois existir um cuidado particular em preferir alimentos de produção biológica, nas idades mais precoces, se existir disponibilidade para tal. Por outro lado, a compra de alimentos de produção convencional deve ser rotativa, comprando em vários locais, e preferir sempre produtos da época sujeitos a condições menos agressivas de crescimento e maturação.
Infelizmente a venda de produtos biológicos ainda está deficitária em Portugal: pouca oferta e preço elevado! Então, o que fazer? Deixe-nos o seu testemunho...

Dra. Solange Burri
Consultora em Alimentação de Grupos de Risco





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1 comentário:

  1. Gostaria de saber se existe uma tabela que determina as quantidades máximas de pesticidas que poderiam ser encontrado nos alimentos? Onde poderia encontra-la?

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