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sexta-feira, 4 de junho de 2010

Etapas do crescimento infantil

O Mundo em que actualmente vivemos é cada vez mais exigente no que respeita às competências pessoais, sociais e profissionais, pelo que proporcionar as condições para um bom desenvolvimento da criança é um grande desafio. Cada vez mais, sobrecarregados com as suas obrigações profissionais, os pais se confrontam com dificuldades na complexa tarefa de educar.
Desta forma, a temática do Desenvolvimento da criança e bebé suscita interesse, entusiasmo e preocupação por parte de pais e educadores. Frequentemente, surgem questões que se prendem com as fases desenvolvimentais da criança e formas de estimulação adequadas.

O desenvolvimento da criança /bebé é um processo contínuo, pelo qual o pequeno ser em desenvolvimento adquire determinadas competências ao longo da sua vida, as quais se centram em diferentes domínios tais como psicomotor, cognitivo e social.

Deixo agora algumas aquisições chave nos vários domínios nas crianças entre os 0 e os 2 anos. Esperando que contribua na organização desta importante informação.

0 aos 3 meses
Domínio psicomotor – Os movimentos do bebé passam a ser mais voluntários; Levanta a cabeça quando deitado de barriga para baixo; Segue um objecto a movimentar-se 15cm acima da sua cabeça.
Domínio cognitivo - Reconhece o biberão, a mãe e as pessoas mais próximas.
Domínio social - Interage com as pessoas, sorrindo.

3 aos 6 meses
Domínio psicomotor – Aprende a rolar, apoia-se nos cotovelos para se levantar; Tenta chegar e apanhar objectos; É capaz de manipular os objectos.
Domínio cognitivo - Vê muito bem, fica muito atento às cores e ao movimento; Desenvolve a linguagem, palrando muito e descobrindo sons.
Domínio social - Adora passear para ver as coisas à sua volta; Interage com os outros, palra muito.

6 aos 9 meses
Domínio psicomotor - Senta-se sem apoio, brinca com objectos; Começa a gatinhar, rola perfeitamente, arrasta-se, etc... Bate palmas.
Domínio cognitivo - Adquire a permanência do objecto (quando tapamos um objecto, sabe que objecto está lá e destapa-o);Começa a entender o significado do não.
Domínio social - Palra, dá risadas, gritos, pode imitar conversas; Demonstra irritação, quando contrariado.

9 aos 12 meses
Domínio psicomotor - Levanta-se e põe-se de pé com ajuda; Salta e anda agarrado. Pode andar sozinho; Motricidade fina (pega objectos, usando o polegar e o indicador).
Domínio cognitivo - Consegue seguir muito bem objectos que se movam depressa; Reconhece símbolos, imagens, etc... Pode começar a dizer as primeiras palavras (papa, mamã).
Domínio social - Gosta muito de brincar, explorar o mundo que o rodeia, tentando chegar a todos os objectos que acha atractivos; Reclama quando não é o centro das atenções.

12 aos 24 meses
Domínio psicomotor - Anda sozinho. Por volta dos 18 meses, pode começar a correr; É capaz, depois dos 18 meses, do controlo dos esfíncteres.
Domínio cognitivo - Desenvolve a linguagem; pode começar a produzir pequenas frases; Reconhece o próprio nome; Reconhece algumas partes do corpo; Gosta de ouvir pequenas histórias.
Domínio social - Interage muito com o meio que o rodeia; Expressa os seus desejos e vontades; Não gosta de ser contrariado; Apesar de gostar muito de estar com outras crianças, é ainda muito egocêntrico, brincando muito sozinho.

A importância dos pais na estimulação da criança

Estas aquisições efectuam-se de forma gradual e cada criança tem o seu próprio ritmo. As idades surgem como patamares de referências e não como verdades absolutas. Estes referenciais devem proporcionar aos pais uma orientação, de forma a estimular a criança de forma adequada ao seu desenvolvimento.

Efectivamente, os pais, enquanto elementos privilegiados na relação com a criança podem ajudá-la neste processo de aprendizagem.

O brincar é uma forma de estimulação essencial, permitindo à criança não só desenvolver competências, mas também reforçar a sua relação com os pais. A escolha das brincadeiras deverá ter em conta:

- Interesse da criança (deverão ser escolhidas brincadeiras que se revelem interessantes para a criança);

- O seu grau de desenvolvimento (deverão na sua escolha ter em conta as aquisições que o seu filho já realizou, não propondo actividades demasiado complexas para a criança, pois ela não se sentirá motivada);

- O tempo disponível (devemos propor brincadeiras que se possam realizar no tempo disponível que temos, não correndo o risco de ter que interromper a actividade).

Papás, no fundo, importa que estejam muito atentos às características específicas dos vossos filhotes, proporcionando-lhes possibilidades de desenvolverem as suas competências. E, claro, mais uma vez, não se esqueçam do reforço quando os campeões lá de casa atingiram mais uma façanha!

Dra. Marta Salazar

Psicóloga Equipa BabySol®



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