Tem dúvidas de como deve organizar a alimentação em casa?
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Aqui encontrará excelentes conselhos de Nutrição e também de Segurança Alimentar a seguir pelo consumidor para si e sobretudo para as suas crianças!

sábado, 3 de setembro de 2011

Apelo às Mães de 1ª viagem...!



Sou mãe de 1ª viagem.


Um dos aspectos que me tem chamado a atenção desde que trabalho em Alimentação Infantil é o estilo padrão que um elevado nº de mamãs apresentam quando têm os primeiros filhos: a protecção absoluta! Este sentimento de Amor, homogeneizado com alguma insegurança, resulta por vezes num cuidado abusivo em redor da criança que, à medida que vai crescendo, deveria ser liberta e sair da redoma de protecção para se enquadrar no mundo e aprender a defender-se sozinha, como um dia vai acontecer.



Claro que poderíamos gastar rios de tinta sobre este assunto, entre sociólogos, psicológos, antropólogos e outros tantos tereupeutas preocupados com a evolução da espécie humana, mas hoje, no Blog BabySOL, e não fugindo à regra, vamos falar da Alimentação... Alimentação da criança que ultrapassados os primeiros meses de vida, deve ser vigilante mas nunca extremista e isenta de ansiedade.



Durante os dois primeiros anos de vida, é gerada uma preocupação evidente sobre o que o Bebé pode e não pode comer, facto essencialmente focado no débil sistema imunitário e imaturo sistema digestivo, onde a pretensão de assegurar o melhor com todo o esforço exigido, é absoluta regra que os progenitores, empenhados, procuram cumprir. E o pediatra encaminhar.



Mas, se um dos maiores erros dos pais, na minha opinião, é não trabalhar os "alimentos rejeitados" pela criança, criando novas formas de apresentação e sabores, em momentos subsequentes, por outro lado considero que anular alimentos menos saudáveis na alimentação infantil não é, de todo, a estratégia mais eficaz de educação alimentar...afinal, o fruto proibido é o mais apetecido!



E, quando a criança se torna mais autónoma e independente, capaz de se expressar facilmente e ser selectiva, nem que seja para contrariar :-) , a verdade é que é importante apresentar à criança o equilíbrio do que pode, do que deve e do que não deve comer.



E, claro está, o exemplo vem de cima e se existe algo que não deve mesmo provar, então que não exista à disposição da criança e não sirva então de pretexto para uma birra, que surgirá num momento mais oportuno, para chamar a atenção dos progenitores nesse sentido e desorientar o seio familiar.



Considero que a melhor forma de os pais, enquanto os principais responsáveis pela educação alimentar do pequeno ser, devem proporcionar à criança toda a gama de alimentos que se apresentam ideiais para o seu consumo e nunca criar uma gama de alimentos proibidos. Os pais devem sim aprender a gerir as quantidades e a frequência da oferta desses alimentos de modo a que esteja ao alcance da criança em momentos pontuais da sua rotina. Será importante também ensinar a criança a interpretar alguns sinais que resultam da alimentação menos saudável como as borbulhas, a diarreia, a dor de barriga, o regresso do apetite em poucos minutos. Deste modo, aprenderá a distinguir, em poucos anos, o que é realmente importante para si e aquilo que é mais importante ingerir para se sentir bem.


Será ainda de enfatizar a necessidade de regrar a oferta dos alimentos menos saudáveis, em casa e na escola, e para além disso, assegurar que os alimentos ricos em gordura, ricos em açucar e/ou sal não são, nunca (!), ingeridos isoladamente, para que o seu efeito prejudicial não tenha um impacto tão negativo no pequeno organismo.



Pizza? Dêem!

Hamburgers...dêem!



Mas lembrem-se! Muito esporadicamente, e nunca com o estômago vazio. Importante forrar previamente com uma boa sopa, um iogurte, um copo de leite, uma peça de fruta...Algo saudável que sacie também a criança, lhe ofereça valor nutricional e sim, diminua a absorção do alimento saboroso mas meno saudável...


E, se não for pedir muito, dêem o exemplo, em casa! Pela saúde deles mas também pela vossa! Pensem nisso...estarão a construir a vossa qualidade de vida, no futuro, e a semear o respeito dos vossos filhos por vocês e por ele próprio também!



Como costumo dizer…Espero ter ajudado :-)




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Consultora em Alimentação de Grupos de Risco


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2 comentários:

  1. Antes de mais, parabéns pelo artigo. Eu sou mãe de primeira viagem de uma bebé de 13 meses. Na última consulta do pediatra, ele disse que ela podia comer de tudo e que deveria variar a alimentação. O que é facto é que tenho dificuldade na selecção dos alimentos, e existem sempre muitas dúvidas.
    é sempre importante este tipo de informação, para as dúvidas se irem dissipando.
    Obrigada e um bem haja.
    Nádia

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  2. Bom dia! Foi com prazer que li este artigo, principalmente porque vai de encontro ao que acredito e ao que tenho posto em práctica. Sou também mãe de primeira viagem de uma bébé de 2 anos, que come lindamente. É constantemente elogiada no infantário por esta sua caractística. Come de tudo, sem parcimónia (à excepção das refeições prontas para bébé...isso recusa-se! E até os boiões de fruta ela dispensa. Adora fruta fresca!), é necessário apenas que lhe varie a ementa o mais possível. Quanto ás bolachas e aos bolinhos que vou fazendo em casa...tudo regrado! E nunca entrei em stresse se ela comer mal a uma refeição...come mais tarde, ou come melhor na refeição seguinte. Tem corrido bem até agora!! Só espero que contínue. Parabéns pelo blogue e muito obrigada pelas dicas.

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