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sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Alimentação infantil: equilíbrio exige-se!


Um dos aspectos que, claramente, me tem saltado à vista na alimentação dos mais pequenos é, sem dúvida, a falta de equílibrio dos alimentos consumidos. E como se fala TANTO de alimentação saudável e equilibrada, rapidamente percepciono se de facto esta ideia é efectivamente clara para o comum consumidor. Esta questão adquire ainda uma preocupação exacerbada quando constatámos a importância que a alimentação adquire nas faixas etárias mais jovens e onde bebés e crianças de tenra idade são os mais atingidos...

Concretizando, considero que se por um lado há um considerável aumento de proteína (animal), ao pequeno-almoço, com o consumo defendido de uma grande quantidade de leite em detrimento de um menor consumo de hidratos de carbono (pão, cereais), nutriente energético e de excelência, sobretudo para a 1ª refeição do dia. Por outro lado, evidencio erro semelhante nas refeições principais, onde de facto, e felizmente, a sopa ainda consegue sobreviver em quantidade nos primeiros anos de vida, o que é sempre de favorecer mas, em contrapartida, a fruta no final da refeição adquire um papel banal já para não falar do 2º prato que além de ser oferecido, na maior parte dos casos, muito tardiamente, acontece muito frequentemente que é ingerido em quantidades muito diminutas...

Portanto, a minha mensagem de hoje aos Pais é para que regrem a alimentação das crianças de modo a que no estomago da criança possa existir espaço para cada uma das partes intervenientes na refeição tal como:

- pequeno-almoço: leite+pão (ou cereais com baixo teor de açucar);

- refeições principais: (sopa+prato principal+fruta).
Será sempre de enfatizar, neste contexto, 2 vertentes:
- a necessidade extrema de leite, seus derivados, ou opções vegetarianas prescritas, sobretudo até aos 12 meses de idade, sendo que as quantidades a regrar de leite e alimentos ricos em hidratos de carbono não pode ser equitativamente igual mas maior de leite, aspecto com tendência a ajustar-se á medida que a criança cresce.
- a introdução do 2º prato que favoravelmente deveria acontecer por volta dos 8 meses do bebé e se constata tratar-se de um sério erro na alimentação infantil já que existe uma forte tendência social para adiar o mais possível a alteração de texturas e diversificação alimentar que proporciona.
Vale a pena pensar nisto. O equilíbrio passa para oferecer a quantidade adequada de alimento á criança, de acordo com o seu apetite, massa corporal, necessidades energéticas e a densidade calórica do próprio alimento. Resumindo, varia de criança para criança e não existem valores tabelados, cabendo à pessoa responsável por esta tarefa vigiar a quantidade necessária de cada alimento. Mas lembre-se: regre a quantidade de cada alimento ingerido para que a criança consiga comer um pouco de cada uma das partes intervenientes na refeição e, deste modo, alcançar a maior diversificação alimentar e nutricional que se deseja.

E como costumo dizer…Espero ter ajudado :-)


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Consultora em Alimentação de Grupos de Risco


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4 comentários:

  1. Olá, Muitos parabéns pelo seu site que se mostra uma ajuda extraordinária. Gostaria de manifestar a minha dificuldade num dos aspectos que referiu, encontrar cereais com pouco açucar para dar ao meu filho de 3 anos. Ao consultar dezenas de rótulos chego à conclusão que os mais equlibrados nesse aspecto serão os cornflakes mas como só têm milho talvez não sejam muito completos. Pode ajudar-me a fazer uma escolha mais acertada. Muito obrigada. Cláudia

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  2. Ola Claudia
    A melhor opçao sera recorrer aos cereais para aplicaçao familiar e nunca infantil.
    Procure as variedades para a familia, mais ricas em fibra e menos açucar. Assim, nos supermercados procure os cereais para adultos com valores de fibra intermedios (15g/100g de produto) e menores teor de glicidos, ou açucares e sem chocolate. Se tiver fruta (ex. coco, maça, banana,amendoas, passas, etc) tanto melhor.
    Espero ter ajudado.
    bjs e fique por perto

    Solange Burri

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  3. Muito obrigada pela ajuda. Só um desabafo a propósito das variedades infantis: é realmente muito aborrecido ir com as crianças às compras e ter de lhes explicar que não vamos comprar a caixa dos cereais com os desenhos coloridos e divertidos mas antes a caixa que para eles não tem graça nenhuma... Mas penso que faz parte da tão importante educação alimentar de que falava no artigo. Aos poucos ele já vai entendendo e já pergunta: Estes dos bonequinhos têm muito açucar? :) Bjs, Cláudia

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  4. Podemos sempre comprar a caixa com os bonecos e em casa trocamos os cereais que vêm dentro em saco de plastico pelos que achamos mais adequados. Se o formato for semelhante eles nem notam a diferença!

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