Tem dúvidas de como deve organizar a alimentação em casa?
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segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Beber colas na frente da criança...certo ou errado?




Em parte já sei a resposta à pergunta que vou fazer, mas gostaria da opinião de uma especialista.
Eu bebo coca-cola às refeições. Como não gosto de café, vejo no consumo da coca-cola o meu aliado para obter cafeína, que me permite lidar com as poucas horas de sono que alguém com filhos e trabalho acaba por ter. No entanto, sei que acabo por dar um mau exemplo ao meu filho que volta e meia me pede um bocadinho. Regra geral deixo-o molhar os lábios dizendo que faz mal à barriguinha pelo que ele acede e fica satisfeito só por molhar os lábios. Julgo que dizer logo que não seria pior "o fruto proibido é o mais desejado". E a minha pergunta é a seguinte: se volta e meia em "dias de festa" lhe der um copo de coca-cola sem cafeína será demasiado prejudicial? ou será melhor continuar com a técnica do faz mal à barriguinha e deixa-lo só molhar os lábios?
Quais são as reais implicações da coca cola com e sem cafeina (sendo as desta ultima mais obvias).(Mãe E.)


Relativamente à sua questão, deverão ser considerados vários aspectos com respeito:

- A alimentação adulta
- A alimentação da criança
- O exemplo dos pais

A resposta é pois elaborada e não pode ser alcançada sem merecer a análise dos 3 aspectos apresentados.

A alimentação adulta: curiosamente a coca-cola é uma bebida ácida, e portanto ideal para emulsionar gorduras da refeição e acelerar a digestão. Além disso, possui cafeína que representa um excitante para o cérebro possibilitando uma energia extra a meio do dia, até pelo açucar que também aporta. Contudo, é uma bebida muito rica em ácido fosfórico que se liga no organismo ao calcio e impede que este fortaleça ossos e dentes. Em poucos anos, o sistema osseo e dentário ressentir-se-ão se: 1) o consumo for frequente; 2) não existirem cuidados que compensem esse desiquilibrio. Além disso, as bebidas com gás podem aumentar o volume estomacal e realmente induzir uma sensação falsa de saciedade privando o organismo de alimentos importantes que o excesso de açucar, e de liquido, no estomago podem estimular. Além disso, e apesar dos estudos serem pouco conclusivos, o excesso de gás pode ter efeitos negativos para o intestino.

Na alimentação infantil: o consumo de refrigerantes nas crianças deve ser totalmente desaconselhado. Pelo teor de cafeína que a coca-cola aporta, tal como o ice tea, e cuja concentração tem um impacto exacerbado na criança. Além disso, o teor de açucar reduz o seu apetite e desvia-a a comer menos e a privar-se de alimentos muito importantes nutricionalmente e que satisfazem as suas necessidades energéticas. Além disso, como estão a crescer, o impacto no seu sistema osseo e dentário é mais significativo, com a agravante que as consequências se sentirão mais cedo e se arrastarão por mais anos, podendo comprometer a qualidade da sua vida no futuro. E, por outro lado, enraiza-se um afastamento indesejável ao consumo tão salutar de água como a bebida principal na vida de uma pessoa.

O exemplo dos pais é FUN-DA-MEN-TAL. De nada servem conselhos e premissas nutricionais se o exemplo em casa é a chave da educação alimentar das crianças. Não sou adepta do esconder de consumir, ou mentir. Será melhor consumir apenas essa bebida quando não estiver na presença da criança, salvaguardando assim, pelas razões apresentadas, quer para os adultos, quer para as crianças, um menor impacto na saúde de ambos. Contudo, se quiser fazê-lo com a criança perto de si, então nesse caso não é sensato, que não ofereça, certa que quanto mais pequena for a criança maior será o efeito negativo no seu organismo. São de facto as crianças que devem consciencializar os adultos para o tipo de alimentação que fazemos. Pelo menos, que seja a pensar nelas que ajustámos um pouco a alimentação que devemos efectivamente praticar.

Produtos light na minha opinião, cola ou outras bebidas, e outros alimentos, na minha opinião são desaconselhados. E claro, salvo indicação médica, para crianças diabéticas ou com outro tipo de patologia que exija estes alimentos. Ainda assim, não fazem parte de uma efectiva e correcta educação, ou re-educação, alimentar. Estes alimentos além de mais processados, contêm adição de edulcorantes cuja acção ainda não está inteiramente conhecida no organismo humano. Tratando-se de constituintes sintéticos eu apresento algum cepticismo para o consumo em crianças e onde é esperado um efeito exacerbado.



É claro que as crianças têm também que perceber que os pais são seres humanos e que, tal como eles, também gostam de produtos alimentares que fazem mal. E por isso devem consomir menos. Na minha opinião é esta a chave da educação alimentar: o equilibrio.

E como costumo dizer…Espero ter ajudado :-)




Solange Burri


Consultora em Alimentação de Grupos de Risco








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