Tem dúvidas de como deve organizar a alimentação em casa?
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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

O seu filho come devidamente ao almoço? - Qualidade nos Infantários





É com apreensão que sigo a alimentação que é dada na creche ao meu filho de 2 anos, porque penso que refeições como rojões, salsichas com ovos mexidos e batatas fritas, tal como bacalhau com natas não poderão nunca fazer parte de um plano alimentar saudável. Gostaria de saber a sua opinião. (Mãe L., filho 2 anos).



Constata-se efectivamente que em muitos Infantários a qualidade da alimentação tem vindo a ser comprometida pois representa uma das principais despesas que estas Instituições suportam e que interessa ajustar para diminuir custos.
A qualidade da alimentação e da sua confecção, bem como a quantidade oferecida, representam pontos críticos na gestão alimentar ao qual tenho assistido frequentemente no trabalho de Consultoria que desenvolvo nos Infantários e que os Pais, e outros Encarregados de Educação, nem sempre percepcionam, vigiam nem pressionam melhorias. Além disso, um dos aspectos mais comprometedor nesta situação é que vence a falta de controlo dos fornecedores de géneros alimentícios, resultando por vezes no abastecimento de alimentos pouco frescos e num consequente perda de alimentos perecíveis, resultando em gastos desnecessários que os Infantários e Jardins de Infância poderia, e deveriam, assegurar com maior rigidez dado que respondem pela qualidade final de alimentos por vezes deficientemente entregues e/ou armazenados. A sobrecarga de tarefas, no pessoal auxiliar, promove também um descuido na organização de armazéns e dispensas, induzindo a utilização desordenada dos produtos alimentares e até por vezes sob condições ambientais desadequadas.
É claro que o prejuízo desta situação resulta numa deficiente alimentação infantil e que está intimamente relacionado com o estado de saúde, por vezes débil, que se encontra nas crianças que frequentam as entidades de apoio pedagógico. E que, nem sempre, se promove se se considerar uma alimentação mais cuidada, rentabilizando assim os recursos humanos e financeiros, com maior qualidade no serviço prestado e satisfação do cliente.
Pessoalmente não favoreço a oferta de salsichas e outros alimentos processados industrialmente no prato infantil, sobretudo pela sua pobreza nutricional. No que diz respeito à carne de porco, bacalhau com natas, batatas fritas, etc. penso que se tratam de variações gastronómicas onde o consumo de gordura deveria ser minimizado e cujos processos de confecção deveriam prever. O que lamentavelmente nem sempre acontece, também pela possível falta de formação do corpo auxiliar que elabora as refeições... e que fere não só a deficiente especificidade nutricional, destitui qualquer estratégia de educação alimentar e não contempla as crianças com eventuais casos de alergias...
Os Pais, os clientes das Instituições de carácter pedagógico têm que estar mais atentos à qualidade nas Creches, e reclamar sempre que denotarem uma situação que os desagrada. Na minha opinião, a forma como esta reclamação é efectuada é que a torna mais ou menos efectiva. Recomendo pois que informalmente conversem com a responsável superior - Educadora de Infância - mas ultimando, de facto, essa reclamação por escrito para que efectivamente possa surtir efeito e pressionar a Instituição à melhoria dos serviços prestados.


As Creches, e outras entidades pedagógicas, devem procurar apoio externo, em consultoria out-sourcing que personalize os recursos existentes, optimizando a qualidade dos serviços e, preferencialmente, com custos mais baixos e accionados em pequenos períodos de tempo.

Reclame, é a única forma de melhorar os serviços, em Portugal. Faça-o com educação e diplomacia, mas seja firme nos seus direitos enquanto consumidora.

E como costumo dizer… Espero ter ajudado :-)

Solange Burri
Consultora em Segurança Alimentar em Creches, Jardins de Infância e Escolas















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