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quinta-feira, 10 de maio de 2012

Crianças vegetarianas: sim ou não?


A prática de estilos de alimentação saudável aumentou nos nossos dias e são vários os adeptos do vegetarianismo. Este tipo de dieta feita à base de produtos vegetais (ex. legumes, cereais, leguminosas e fruta) é normalmente isenta de qualquer tipo de alimentos à base de carne, peixe, marisco e derivados destes. Contudo, o vegetarianismo, apresenta igualmente diferentes formas de abordagem podendo o consumidor praticar uma dieta estrita (100% vegetal) ou, alternativamente, parcial consoante o consumidor é ovo-lacto-vegetariano (dieta vegetal com consumo adicional de ovo e lacticínios), lacto-vegetariano se para além da dieta vegetal consome também produtos lácteos ou simplesmente ovo-vegetariano, se apenas o ovo complementa a sua dieta vegetal.

Mas, quando a família pratica esta dieta, a partir de quando pode instigar os filhos a praticá-la também?

Apesar da sua riqueza em fibra, vitaminas, sais minerais e reduzido teor de proteína animal, gordura saturada e colesterol, e de contribuir para uma menor probabilidade de desenvolver doenças como obesidade, diabetes, hipertensão, alguns tipos de cancro, etc., a dieta vegetariana pode não ser adequada para crianças, sobretudo para as mais pequenas…

Por outro lado, investigações apontam a dieta vegetariana como um regime alimentar que promove o desequilíbrio alimentar no ser humano, conhecido como praticante de uma alimentação omnívora ao longo de toda a História.


Se o consumo de alimentos vegetais não for complementado com alimentos de origem animal podem desencadear-se muito facilmente no organismo, carências alimentares donde se destaca a anemia, resultante da ausência de ferro e de vitamina B12 que contribui para facilitar a difícil absorção deste mineral. De igual modo, o cálcio presente nos legumes verde escuros apresenta menor taxa de absorção
do que o mesmo mineral encontrado num produto lácteo, em parte também devido a menor presençade fósforo. Assim, a criança pequena poderá ficar exposta a diversos problemas nutricionais e que podem comprometer o seu ideal crescimento, caso se pratique uma dieta vegetariana estrita.

Que cuidados a Família deve seguir?

Nesse sentido, é importante chamar a atenção para a necessidade de vigiar a prática de uma dieta vegetariana em crianças com um profissional competente e com experiência em crianças. Um regime ovo-lacto-vegetariano será a melhor opção tendo em conta que nas idades mais precoces, abaixo dos 3 anos, esta dieta deverá ser complementada com carnes brancas (ex. frango, peru) ou peixe para assegurar níveis superiores de ferro, importante para a renovação do sangue e eficácia do sistema imunitário. Em alternativa, complementar a ingestão de alimentos vegetais ricos em ferro (ex. espinafre, agrião, bróculos) com alimentos ricos em vitamina C (ex. tomate e outros frutos citrinos) pode rentabilizar bastante a absorção deste mineral. Nas idades mais precoces, o prolongamento da amamentação e a introdução discreta de algas na alimentação infantil (por ex. na sopa), representam boas estratégias que têm permitido regrar o consumo de alimentos de origem animal em bebés vegetarianos sem comprometer as suas necessidades nutricionais, tão exigentes!


Independentemente do regime alimentar praticado, vegetariano ou não, é sempre interessante expor o mais cedo possível a criança ao consumo variado de legumes já que, em plena aprendizagem sensorial, poderá testemunhar-se alguma resistência inicial no consumo infantil destes produtos, com ligeiro sabor ácido, e que apenas o hábito continuado irá fazer desaparecer. Recomenda-se pois que variem os produtos vegetais no prato infantil, estimulando também diferentes, mas curtas, formas de confecção para preservar ao máximo o teor em vitaminas, tão importante para a saúde.
Imagens e acessórios cedidas pela Eats Real

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Com vista à promoção de uma Alimentação Saudável na Famílias, este artigo tem autorização da autora para ser publicado em sites de Escolas, Creches e Infantários. Apenas se solicita que não se altere o seu conteúdo e a sua origem/autoria seja preservada.



Consultora em Alimentação em Escolas e Infantários
(Mestrado na área da Nutrição Infantil)


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