Tem dúvidas de como deve organizar a alimentação em casa?
Este é um espaço virtual focado na qualidade alimentar que a família deve praticar em casa, nas compras, na creche, na escola, no trabalho.
Aqui encontrará excelentes conselhos de Nutrição e também de Segurança Alimentar a seguir pelo consumidor para si e sobretudo para as suas crianças!

terça-feira, 12 de junho de 2012

O seu filho está a ficar gordinho?


Num país industrializado como o nosso, onde abunda uma vasta oferta alimentar, é fácil compreender-se o excesso de peso, ou sobrepeso, que grande parte da população portuguesa ostenta. Por esta razão profissionais de saúde estão ampliamente orientados para, continuamente, oferecer apoio a todas as faixas etárias com o objetivo de reduzir, tanto quanto possível, o impacto das doenças do foro alimentar que já se refletem de forma muito negativa nas gerações mais avançadas. Exemplo desta evidência é a perturbadora incidência de cancro no aparelho digestivo (ex. intestino, estômago, esófago) além de perturbações cardiovasculares(ex. hipertensão) ou metabólicas (ex. diabetes).

Pela grave perda de qualidade de saúde que atinge o individuo obeso, profissionais de saúde e dos demais sectores (ex. Educação, Desporto) estão hoje organizados para não só impedir que a prevalência da obesidade, ou sobrepeso, continue a aumentar mas, tanto quanto possível, inverter a curva de crescimento ascendente.

Sabe-se hoje também que:
a) Quanto mais cedo o individuo se tornar obeso, maior é a probabilidade de, para esta condição clínica, os danos na saúde serem mais severos para além de persistirem por mais tempo;
b) Quanto mais cedo o individuo adquirir obesidade maior é também a probabilidade de ficar mais anos nessa condição e tanto pior que volte ao estado normal;
b) Os efeitos psicológicos da doença na pessoa são tanto mais sérios quanto mais jovem for. O que, aliado ao facto, de existirem complicações físicas adversas, o impacto psicológico contribui drasticamente para o aceleramento da condição, exacerbando a depressão, a diminuição da auto-estima e a inevitável discriminação social a que se sente exposto o individuo obeso, situação muito comum na idade escolar
c) A obesidade e o excesso estão diretamente implicados em limitações metabólicas contribuindo para o excesso financeiro dispendido na medicação para além da redução na ocupação laboral e de onde resulta um somatório económico significativo para o País.

Há pois importantes razões para, hoje, pararmos diante dos nossos filhos e avaliarmos o que estamos a fazer hoje pelo futuro das crianças de amanhã. Curiosamente, são vários os profissionais que se queixam que os pais atuam muito tarde, convencidos apenas em levar a criança a um especialista quanto, por vezes, o estado de obesidade já está instalado e, portanto, o tratamento será mais penoso e demorado. Se por um lado, culturalmente é ainda considerado saudável ver uma criança gordinha, também é uma alerta que esse estado seja encontrado tão precocemente na vida da criança, sobrecarregando os seus orgãos vitais, cedo demais.

Assim, e independentemente se a sua criança está gordinha ou não, vigie:

CUIDADO 1:  Ofereça água, muita água e preferencialmente fora das refeições. Evite sumos e refrigerantes e se o fizer, dilua sempre numa parte de água;
CUIDADO 2: Evite doses excessivas de comida por vezes estimuladas desde bebé, quando a criança ainda está em total aprendizagem alimentar. Nesta fase é também comum confortar-se a criança, com qualquer mau-estar que tenha, com a alimentação o que, psicologicamente, a instiga a procurar alimento quando se sente menos bem;
CUIDADO 3: Promover o exercício físico e a atividade constante. Procurar espaços livres, frequentar aulas de desporto, caminhar mais. Com tanta oferta alimentar na nossa sociedade, e tão atrativa ao seu paladar, torna-se difícil dizer sempre que não;
CUIDADO 4: evitar permanência excessiva em frente da televisão. Há estudos que mostram que há uma relação direta entre a TV e o consumo de alimentos pouco saudáveis como refrigerantes, snacks, pizzas ou outro tipo de fast-food.
CUIDADO 5: diversificação alimentar constante. Mesmo se a recusa é habitual. Variar os alimentos e a forma de os apresentar, procurando criatividade à mesa, é uma forma salutar de incrementar saúde e interesse na família, contribuindo para um estilo de vida mais saudável. Dar relevância diária à fruta e aos legumes, assegurando sempre o seu sabor e frescura.
CUIDADO 6: reduza tanto quanto possível a compra de alimentos impróprios(ex. bolos, chocolates, gomas, pães industriais, cereais muito açucarados) para consumir em casa já que a oferta na rua é enorme e por vezes com poucas alternativas, mais saudáveis. Em casa, comam o melhor e criem hábitos, no consumo regular de sopa e fruta, para além de um respeito sagrado pelos horários pelas refeições, que se desejam no mínimo, 5 ao dia.
CUIDADO 7: zelar por um período de sono longo e de qualidade, adequado para a faixa etária em questão.

Vale a pena refletir sobre estes cuidados, mesmo para os adultos. Afinal, também nós vamos sempre a tempo de zelarmos pela nossa saúde e melhorarmos a nossa alimentação. E, não esqueçamos, somos o melhor exemplo para os nossos filhos. Pensem nisso.


Consultora em Alimentação em Escolas e Infantários
(Mestrado na área da Nutrição Infantil)
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1 comentário:

  1. Já percebi que a culpa é mesmo dos pais...
    Tenho estado a facilitar muito com a alimentação da Íris...
    Acho que tenho mesmo de a levar à nutricionista...
    Muito obrigada pela ajuda!

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