Tem dúvidas de como deve organizar a alimentação em casa?
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segunda-feira, 4 de junho de 2012

Que quantidade de alimento dar?

Um dos aspectos também fortemente badalado aqui, no Blog BabySol®, é a dúvida permanente que muitas mães me reportam, sobre a quantidade de alimento que devem dar aos seus Bebés, se será suficiente, se suprimirá as suas actuais necessidades, se ficará satisfeito...? Assim, publico hoje este artigo esperando tranquilizar várias progenitoras nesse sentido e esperar que passem também esta informação a outras pessoas que procuram esta resposta.

Quando o Bebé nasce, e sobretudo nos primeiros meses de vida, ou até enquanto a criança não se exprime verbalmente, é comum a Mamã interrogar-se se a quantidade de alimento, até mesmo de leite materno, é suficiente para a sua cria, deixando-a satisfeita, ou não. Por outro lado, existem momentos que os Bebés, marotos, não comem o que habitualmente era suposto, deixando as mamãs justificadamente preocupadas...

De facto, não há resposta directa para esta dúvida ou, pensando melhor, diria até que existem várias respostas... Vamos ver...

Existem vários aspectos que deverão ser analisados no momento de avaliar se o Bebé estará a consumir alimento suficiente face às necessidades energéticas que a sua idade, no momento, exige:

- O Bebé: há crianças que procuram mais alimento do que outras, é intrínseco ao seu metabolismo;

- A idade do Bebé, sendo que se estiver numa faixa etária em que já se movimente, sobretudo até aos 12 meses, em que o seu crescimento é também mais acelerado, terá necessidade de maior quantidade de alimento;

- O ambiente que rodeia o Bebé, factor de extrema importância e, por vezes, bastante esquecido e que condiciona o apetite da criança. As crianças mais jovens são muito sensíveis ao meio que as rodeia, e às suas variações, por isso é fundamental estabelecer rotinas de horários, de pessoas (ex. pais, avós), de situações (ex. banho);

- A qualidade do alimento que comeu na refeição anterior, sabendo-se que os alimentos à base de proteína e hidratos de carbono são aqueles nutrientes que saciam por mais tempo e que, portanto, poderão, reduzir o apetite na refeição seguinte. Veja por exemplo o caso de uma sopa com uma textura mais forte e uma sopa que "saiu" mais fluida;

- A quantidade de alimento ingerida na refeição anterior, tendo em conta que, por vezes, até comem surpreendentemente mais;

- O facto de, a criança petiscar algo entre as refeições (ex. 1-2 bolachas) ou até beber liquídos, essencialmente sumos ou chás açucarados perto das refeições que lhes dilatem o estômago e diminuam o seu apetite...

- Importante também respeitar o horário das refeições, essencialmente de 3 em 3 horas (máximo 4 horas), para dar tempo da digestão ser feita e a criança voltar a sentir fome;

Como podem constatar existem pois vários factores envolvidos no apetite do pequeno gourmet, alguns deles de carácter directo, outros, igualmente importantes, mas não tão considerados, de índole indirecta...
Mas, então como saber que o meu Bebé está satisfeito?

A evolução do peso e do seu desenvolvimento psicomotor são as evidências mais importantes mas que, infelizmente, não são detectadas no dia-a-dia, porque só se validam na hora de levar a criança à consulta do médico assistente.

Então, o que posso observar em casa?
É simples, avalie se o Bebé está sossegado, tranquilo, e dorme bem, sobretudo à noite. Desculpem-me mas, da experiência que tenho adquirido ao trabalhar com a alimentação de crianças é que, estas situações de alimento em falta podem ser, essencialmente, o resultado das seguintes situações;

- O plano alimentar do Bebé está desactualizado;

- O Bebé não come o suficiente e portanto a situação tem que ser explorada, no seu todo, e se evitar a ingestão de suplementos vitamínicos sem recomendação médica;

- Situação de doença que comprometa o seu apetite.

stes são os aspectos que considero pertinentes e que deverão ser avaliados, cada dia, cada mês. É fundamental que a Mamã estude a sua cria e conheça o seu comportamento o que, naturalmente, demora algum tempo. E nunca se esqueça: cada criança é única, por isso casos de falta de apetite devem ser analisados individualmente!

Como costumo dizer...espero ter ajudado!

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Com vista à promoção de uma Alimentação Saudável na Famílias, este artigo tem autorização da autora para ser publicado em sites de Escolas, Creches e Infantários. Apenas se solicita que não se altere o seu conteúdo e a sua origem/autoria seja preservada.
Consultora em Alimentação em Escolas e Infantários
(Mestrado na área da Nutrição Infantil)
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1 comentário:

  1. Ótimo tema, sempre questiono e presto muita atenção nas quantidades de comidas que ofereço pra minha filha de 21 meses, esse post vai meajudar mais ainda,
    bjs

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