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quarta-feira, 20 de junho de 2012

Salvemos a reputação da sopa!

Reconhecida, entre as crianças, como uma obrigação, a sopa é um dos primeiros alimentos a ser introduzido na dieta infantil... e a ser rejeitado também! Saiba como pode inverter esta tendência…

Desde a mais tenra idade, a sopa representa um alimento de eleição quando se pretende implementar hábitos alimentares saudáveis. Contudo, o problema reside essencialmente em manter o seu consumo à medida que a criança cresce e se desenvolve, tornando-se também mais selectiva e capaz de criar conflitos que contribuam para a dificuldade, e até abandono, da sua ingestão.
Dotada de uma enorme capacidade para veicular água, fibra, vitaminas e sais minerais, a sopa transborda de facilidades para Pais e Educadores poderem incluir, na alimentação infantil, os legumes, sempre de difícil aceitação. Contudo, para que, a longo prazo, se mantenha o interesse infantil pela sopa, é importante trabalhar um conjunto de ideias que, no seu todo, e implementados de uma forma contínua, permitirão reconhecer o seu interesse no momento da refeição. Assim, se pretende promover o consumo da sopa pelas crianças a seu cargo, tenha em consideração as seguintes ideias:

IDEIA 1: a sopa não é, e nunca deve ser, um preparado culinário para reciclar legumes de toda a espécie. Esta é a ideia generalizada que pessoas responsáveis pela sua confecção inconscientemente promovem, motivadas pela imposição diária de salvar sobras de legumes que vão ficando no frigorífico. A longo prazo, a sopa torna-se um alimento desinteressante, de paladar sempre igual e aspecto esquisito. O consumidor infantil cansa-se… e resiste! Portanto, assegure que a sopa que oferece tem um sabor individualizado, atribuído a um único legume em particular. Para isso elabore uma base de sopa, nunca excedendo três legumes básicos (exemplo: batata, abóbora, cebola) e incorpore então um outro legume, em maior quantidade, este sim responsável pelo sabor principal. Este passo permitirá à criança
reconhecer rapidamente o sabor do legume principal, contribuindo assim para a sua aprendizagem sensorial, mas também irá contribuir para o seu constante interesse;

IDEIA 2: a sopa não é, e nunca deve ser, um alimento substancial que assegure rapidamente a ingestão máxima de nutrientes. Embora nos primeiros meses de vida, esta ideia esteja próxima da realidade, a verdade é que, assim que a criança se integra na alimentação familiar, perde toda a credibilidade! Assim, para assegurar a máxima rentabilidade nutricional na dieta infantil deve, de facto, assegurar que a criança consome uma sopa ligeira, de consistência leve e em quantidade ajustada às suas necessidades energéticas, permitindo assim que fique ainda apetite para o prato principal e… para a fruta também.

IDEIA 3: a sopa não deve ser uma opção alimentar monótona! Este é talvez o principal aspecto que, ao longo do tempo, derruba a reputação deste alimento… sobretudo no lar, onde muitas vezes se confecciona sopa para oferecer dias a fio, rentabilizando assim o tempo despendido na sua confecção! Ora, mesmo que se trate de uma opção ligeira, e de consistência delicada, como convencer o exigente consumidor da sua ingestão… tão… tão repetitiva? Portanto, favoreça a confecção assídua de diferentes variedades de sopa, congele em doses adequadas para cada refeição e varie o mais possível, alternando ao longo das refeições! Estará, não só a estimular o interesse por este prato, como permitirá de igual modo, uma maior rotação de nutrientes e condicionará a compra de legumes em menor quantidade, e com uma regularidade vantajosa. Estará assim a garantir que a sopa ao ser confeccionada com ingredientes mais frescos obtém o máximo partido do seu teor nutricional, que a congelação não corrompe. O pequeno organismo agradece!

IDEIA 4: a sopa deve ser oferecida sempre no início das refeições. Além de ser um alimento nutricionalmente muito vantajoso, a sopa possui também a estratégica capacidade de desviar da dieta outros alimentos menos interessantes, por exemplo, ricos em gordura. Mas, para isso, tenha sempre o cuidado de iniciar a refeição com a sua apresentação o que, aliado à sua temperatura média, contribuirá para uma digestão mais fácil...

IDEIA 5: a sopa deve ser um alimento engraçado. Use e abuse da sopa, e da rotatividade que deve caracterizá-la! Promova o interesse da criança, adequando a confecção assídua deste alimento à necessidade de inovar na sua apresentação. Ideias não devem faltar no momento da confecção: massinhas, ervas aromáticas, fruta, pequenas almôndegas, etc. Tudo é permitido desde que incorporado com parcimónia e nunca mascarando o sabor principal!

IDEIA 6: a sopa deve representar um ritual, nunca uma obrigação. E, neste aspecto, Pais e Educadores possuem o papel principal, promovendo o exemplo que devem oferecer com o seu consumo diário. De uma forma contínua, subtil, e agradável… para todos! Certos que deseja rapidamente salvar a reputação da sopa, deixamos--lhe aqui  deliciosas sugestões para colocar em prática.

fonte: Revista Coisas de Criança, autora Solange Burri

 




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Consultora em Alimentação em Escolas e Infantários
(Mestrado na área da Nutrição Infantil)

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