Tem dúvidas de como deve organizar a alimentação em casa?
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Aqui encontrará excelentes conselhos de Nutrição e também de Segurança Alimentar a seguir pelo consumidor para si e sobretudo para as suas crianças!

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

SOCORRO: Birra alimentar em casa!


Sou uma feliz mamã de primeira viagem, de um bebé de 19 meses, o Guilherme. O nosso querido filho demonstra já uma personalidade muito vincada, é muito curioso e não lhe chega visualizar as coisas, tem que mexer...
Pela primeira vez esta semana, fez uma birra enorme num centro comercial, quando lhe tirei da mão a minha carteira, apesar de lhe ter explicado que era a carteira da mamã e não devia mexer, o Guilherme optou por se atirar para o chão em prantos, daqueles prantos em que toda a gente vira a cara para ver o que se passa.
Tenho a noção de que não me controlei, peguei no Guilherme ao colo e fui para casa, tentando explicar-lhe que foi mau para a mamã e que fiquei triste...
Pois é, aqui começa a ansiedade e a dúvida... será que estou a proceder correctamente? O que fazer?
Tenho consciência de que não sou nem serei uma mãe perfeita e que hei-de errar na educação do Guilherme, mas apesar de estar bem consciente é inevitável o sentimento de medo... (Mamã Ana, filhote 19 meses).


Todas as mães na sua função de educar se deparam com dúvidas e medos relativamente à forma como educar, como reagir. Esta ansiedade é normal e partilhada por muitas mães. Não existem regras rigidas, cada mãe deve ter em conta as caracteristicas do seu filho e a situação em questão.
Em relação à situação que descreve, esta é muito frequente nas crianças da idade do Guilherme. Entre o 1 e os 3 anos as crianças tendem a testar os limites de forma a saberem até onde podem ir surgindo as primeiras birras... Estas devem ser encaradas como normais, fazendo parte do desenvolvimento da criança, contudo a atitude dos pais e familiares é preponderante na sua continuidade ou não.
Um dos aspectos muito importantes e que se deve ter em atenção é nunca reforçar a birra, ou seja, não ceder face ao desejo da criança. Por exemplo, se a criança está a fazer birra porque quer um brinquedo, não se deve dar o que ela deseja, pois ela vai associar a birra à obtenção de algo, passando a utilizar essa estratégia mais frequentemente.
Outro aspecto a ter em conta é a atenção dada à situação, ou seja, a importância que damos à situação de birra. Sempre que possivel devemos ser assertivos e dizer que NÃO à criança e desvalorizar a birra, deixar a criança esperniar, berrar,etc... sem que isso nos afecte. Quando a criança está a fazer uma birra e damos muita atenção (pegamos ao colo, tentamos dar-lhe outra coisa, etc...) estamos a dar-lhe uma atenção personalizada, o que de alguma forma pode também servir de reforço à birra. A criança pode pensar "se eu berrar e espernear a minha mãe vai pegar am mim ao colo, vai falar comigo etc...". Estas situações tornam-se mais complicadas nos espaços públicos, pois a criança percebe o quanto constrangedor é para os pais, aumentando assim as suas possibilidades de sucesso. Nestas alturas importa que enquanto pais sejam seguros, nunca cedendo.
É também muito importante explicar à criança o porquê do não, devendo contudo esta explicação ser dada num momento em que a criança esteja já mais calma e possa ouvir tranquilamente o que a mãe ou o pai lhe dizem. Só através da explicação a criança pode perceber e assimilar o porquê das atitudes.
As birras não desaparecem logo, os pais devem estar preparados para novas tentativas de testar limites, contudo se mantivermos um comportamento assertivo minimizamos o seu aparecimento e consequências.
Quando somos assertivos, estamos a ajudar os nossos filhos a crescer.



Psicóloga Equipa BabySol®




Manual de Instruções da Alimentação do Bebé

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