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quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Alimentação infantil em Boião: sim ou não?

Gostaria de saber a sua opinião sobre o consumo ocasional de boiões de comida para bebé, quer fruta, quer mesmo os purés de perú, frango ou peixe (Mamã Maria).

Esta pergunta é sensível, sobretudo porque há que respeitar a ética profissional que deve ser assumida perante a Industria Alimentar mas também que leva a refletir sobre a não tão rigorosa alimentação que se pratica em casa, por vezes até induzida por falta de informação, e de tempo, das pessoas envolvidas na preparação/confeção alimentar. Mesmo que para crianças de idade muito tenra.

Assim, assumindo que falamos de boiões de alimentação infantil, de marcas que irrepreensivelmente asseguram um rigoroso controlo de qualidade e que respeitam as especificidades nutricionais das diferentes faixas etárias, a minha opinião técnica é a seguinte:

Boiões de Fruta: apesar de, preferencialmente, ser recomendado o consumo de fruta crua, pelo seu maior teor vitamínico, e de fibra também, parece-me favorável o seu consumo de boiões de fruta desde que o consumo seja alternado (ou misturado) com o consumo de fruta crua. Prefira as variedades 100% FRUTA. Por isso, analise bem o rótulo e evite também as variedades que incluem mel pois a  fruta cozida adquire um paladar ainda mais doce, de total agrado do Bebé, mas desfavorável para a sua educação alimentar: um maior teor de açucar presente na variedade de fruta cozida, o consumo contínuo contribuirá para afinar os sensores palativos da criança levando-a a médio prazo a preterir alimentos menos doces como, efetiva e desfavoravelmente, a fruta crua se apresenta; 


Boiões de Preparados de Carne/Peixe: neste tipo de produtos o aconselhamento é mais especifico e diferente do anterior. Na minha opinião, a quantidade de peixe e de carne que fazem parte da formulação em cada variedade são em quantidade reduzida, e recomendadas no rótulo por dose, é menor devido ao risco de uma maior quantidade comprometer inevitavelmente o prazo de validade do produto e, por conseguinte, o seu tempo de vida útil devido a risco microbiológico.  Além disso, encontra-se de facto no rotulo, na lista de ingredientes destes produtos, aditivos que, ainda que estejam presentes nos limites regulamentados para Alimentação especial, a verdade é que o seu efeito cruzado não é contemplado na legislação pelo que tratando-se de um público consumidor muito susceptível, coloco algumas reservas no consumo regular destes produtos que considero deva ser ABSOLUTAMENTE pontual.

Por último gostaria de deixar uma dica: para sair em viagem, os boiões são de facto a melhor opção, sobretudo em dias/ambientes quentes quando as elevadas temperaturas podem comprometer, e muito, a comida transportada pela família e face alguma dificuldade que se sente, sobretudo quando so bebés são muito pequenos, em encontrar em locais de restauração,  a alimentação adequada à dieta da criança, quer em textura como em cariz nutricional. Por esta razão, e caso pretenda seguir esta diretriz, a família deve em casa, oferecer ESPORADICAMENTE, estes boiões para que a criança não estranhe quando as mesmas variedades (convem pois variar) lhe forem apresentadas em viagem ou piqueniques. Combinado?


Consultora em Segurança Alimentar doméstica

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